Reprodução/IAModo avião: ele realmente interfere no avião ou é só regra boba?
A cena virou notícia ontem (dia 17 de janeiro): um passageiro precisou ser retirado de um voo após se recusar a colocar o celular no modo avião. O caso repercutiu, gerou debate e dividiu opiniões, mas a verdade é que a história abre espaço para uma pergunta muito mais interessante (e extremamente comum entre viajantes): afinal, o modo avião realmente interfere no avião ou isso é apenas uma formalidade?
Antes de qualquer coisa, é importante deixar uma coisa bem clara: não existe essa ideia de que “um celular vai derrubar um avião”. Isso é muito improvável. Mas o modo avião não foi inventado à toa, e a regra existe por uma combinação de segurança, prevenção e, principalmente, padronização.
O que o modo avião realmente faz
Quando você ativa o modo avião, o celular desliga as conexões que emitem sinal, como rede celular, chamadas, SMS e dados móveis. Ou seja, você continua usando o aparelho normalmente, mas sem ele ficar tentando se conectar às torres de telefonia. E é aí que entra um detalhe importante: ele não impede que você use câmera, músicas baixadas, vídeos offline, notas, documentos, jogos sem internet e por aí vai. Em muitos casos, inclusive, você pode reativar manualmente Wi-Fi e Bluetooth depois, sem nenhum problema, porque isso já é permitido em várias companhias.
Então qual é o ponto?
O ponto é que, em voo, principalmente depois da decolagem, o celular tende a ficar “procurando sinal” sem parar. Ele tenta se conectar o tempo inteiro e com mais força do que no solo, porque você está longe das antenas e mudando de posição rapidamente. Isso pode gerar maior emissão de sinal, ruído eletromagnético e interferências, especialmente em comunicação interna e equipamentos, dependendo das condições. Não é algo que vá fazer o avião cair, mas em aviação qualquer risco potencial é tratado com seriedade.
Mas existe um detalhe curioso que pouca gente comenta: alguns profissionais da aviação defendem que, com a tecnologia atual, o celular dificilmente causaria uma interferência real a ponto de comprometer um voo. Para eles, o modo avião tem também uma função “comportamental”: fazer o passageiro largar o celular por alguns minutos, prestar atenção nos avisos de segurança e estar mais consciente do que está acontecendo, principalmente nos momentos mais críticos como decolagem e pouso.
E aqui tem um detalhe que muita gente não considera: quando a regra é universal e todo mundo segue, a margem de risco é mínima…
Por que é mais rígido na decolagem e no pouso
A regra costuma ser mais cobrada em momentos específicos como taxiamento, decolagem e pouso, porque essas são as fases mais críticas do voo. É onde qualquer distração ou falha de comunicação precisa ser evitada. É por isso que a aviação é cheia de protocolos que parecem “exagerados” para quem vê de fora. Só que eles não existem para facilitar a vida, e sim para reduzir risco.
A regra tem outro motivo que quase ninguém fala
Além do lado técnico, existe um lado operacional e comportamental: dentro de um avião, a instrução da tripulação não pode virar debate. Porque se cada passageiro resolver questionar cada regra (cinto, bagagem, assento, procedimento de segurança, modo avião) o ambiente vira caos. E a própria dinâmica de um voo depende de disciplina coletiva.
No fim, o modo avião não é uma regra feita para incomodar. Ele existe para manter o padrão, reduzir qualquer risco possível e garantir que tudo funcione dentro da margem segura. Você não precisa concordar com o motivo, mas precisa entender que dentro de um avião você não está sozinho. Está dividindo aquele espaço com dezenas, às vezes centenas de pessoas, que têm compromissos, conexões e horários para cumprir.
E se existe algo que essa história deixa como lição é simples: regra de segurança não é opinião. Se a orientação é colocar no modo avião, coloca. Porque o seu celular não vale o tempo (e o prejuízo) de todo mundo.
Fonte: TURISMO.IG.COM.BR

