Marcela Gonzaga/iGFábrica Positivo Tecnologia em Manaus
A Positivo Tecnologia abriu as portas de sua fábrica localizada na Zona Franca de Manaus (ZFM) para a imprensa. E desta vez, o iG foi conferir de perto como são produzidos os notebooks, tablets, servidores, máquinas de pagamentos e placas-mãe que fazem da empresa uma referência do mercado nacional e que recentemente passou também a fabricar computadores com inteligência artificial embarcada.
A empresa, antes associada apenas aos computadores de entrada, de até R$ 2.500, produz equipamentos de marca própria, mas também é responsável pela fabricação dos notebooks da Vaio e até de urnas eletrônicas. Além disso, produz os Dispositivos Móveis de Coleta (DMC), usados pelos recenseadores do IBGE, e os smartphones corporativos que modernizaram o trabalho dos carteiros. Essa produção sob demanda é apontada pelo diretor industrial da Positivo Tecnologia, Edson Toffoli, como um grande diferencial da companhia.
Marcela Gonzaga/iGLinha de produçao da Positivo Tecnologia em Manaus
A gente não apresenta o nosso portfólio, a gente pergunta o que a empresa precisa. E conseguimos fazer essa sinergia e entregar o que elas precisam. Edson Toffoli, diretor industrial da Positivo Tecnologia
A fábrica em Manaus
A capital manauara é cercada de belezas, riqueza cultural, gastronomia forte e também de desigualdades sociais. A Zona Franca de Manaus foi criada em 1967 como um modelo de desenvolvimento econômico e parque industrial, com o objetivo de atrair empresas através de incentivos fiscais e também manter a “floresta em pé”. Hoje, é o coração tecnológico da Amazônia, abrigando mais de 500 indústrias. O setor na ZFM faturou R$ 227,67 bilhões em 2025 e gera mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos.
A Positivo Tecnologia tem cerca de 1.500 pessoas trabalhando em sua unidade fabril de Manaus, que tem quase 13 mil metros quadrados e produz 4,3 milhões de produtos por ano, sendo eles: 1,6 milhão de computadores, 1,9 milhão de POS (Positivo Soluções de Pagamento) e 800 mil tablets.
Marcela Gonzaga/iGDesktop e notebooks produzidos pela Positivo Tecnologia
O diretor industrial Marcos Beghini fala da capacidade fabril para fundamentar o posicionamento da empresa atualmente.
“Ser uma empresa desenvolvedora de infraestrutura de TI de ponta a ponta significa também ter capacidade fabril. São mais de 115 mil m² de área distribuídos entre Manaus, Ilhéus e Curitiba, com rigor e inspeção de qualidade em cada etapa”. Marcos Beghini, diretor industrial da Positivo Tecnologia
Componentes
Vizinha da fábrica em Manaus, a Boreo produz 10 milhões de componentes por ano para abastecer as linhas de montagem do próprio grupo e fornecer peças para marcas sob o guarda-chuva da empresa, entre elas, placas-mãe, memórias e baterias.
Marcela Gonzaga/iGPlacas-mãe na Boreo em Manaus
Servidores e supercomputadores
A empresa também investe pesado na fabricação de servidores. Uma área reservada da unidade, devido ao alto custo das peças utilizadas, monta 20 unidades por dia.
Um exemplo que saiu dali foi a tecnologia de um dos maiores supercomputadores do mundo: o Pégaso, usado na indústria petrolífera pela Petrobras aqui no Brasil. O Pégaso tem capacidade de 21 petaflops de performance sustentada (com picos que superam os 50 petaflops), o que equivale a quatrilhões de operações matemáticas por segundo.
Felipe Gaspar / Agência PetrobrasPégaso supercomputador
Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

