Ovodoação dá esperança a mulheres com baixa reserva ovariana

Ovodoação dá esperança a mulheres com baixa reserva ovariana

FreePik Congelamento de óvulos: entenda como funciona

Para muitas mulheres, receber o diagnóstico de baixa reserva ovariana representa um duro golpe na tentativa de engravidar.

A notícia costuma vir acompanhada de inseguranças e da sensação de que a maternidade está cada vez mais distante. No entanto, os avanços da medicina reprodutiva têm transformado esse cenário por meio de alternativas que oferecem altas chances de sucesso, como a ovodoação.

A técnica consiste na utilização de óvulos doados por outra mulher para a formação do embrião, que posteriormente é transferido para o útero da paciente.

O procedimento é indicado principalmente quando os próprios óvulos já não apresentam qualidade ou quantidade suficientes para uma gestação saudável.

Entre as situações mais comuns estão os casos de baixa reserva ovariana, falência ovariana precoce, idade avançada associada ao comprometimento da qualidade dos óvulos, falhas repetidas em tratamentos de fertilização in vitro (FIV) e alterações genéticas que contraindicam o uso do próprio material genético.

Nesses casos, a ovodoação surge como uma alternativa capaz de ampliar significativamente as chances de gravidez, permitindo que muitas mulheres realizem o sonho da maternidade mesmo diante de limitações reprodutivas.

O papel da mãe vai além da genética

Uma das dúvidas mais frequentes entre mulheres que consideram a ovodoação está relacionada ao vínculo com o bebê. Muitas acreditam que, por não fornecerem o material genético, sua participação no desenvolvimento da criança seria reduzida. No entanto, estudos na área da epigenética mostram justamente o contrário.

A ciência demonstra que o ambiente uterino exerce influência direta sobre a expressão dos genes do embrião ao longo da gravidez. Em outras palavras, o organismo da gestante participa ativamente do desenvolvimento do bebê desde os primeiros momentos da gestação.

Segundo o médico especialista em reprodução humana  Dr. Alfonso Massaguer, compreender esse processo ajuda a reduzir muitas das angústias enfrentadas pelas pacientes.

“A ovodoação não apaga a participação da mãe na gestação, ela a confirma de uma forma diferente e igualmente profunda. É o seu corpo que conduz o desenvolvimento do embrião desde o início, é o seu ambiente uterino que molda a expressão genética daquele bebê, e é a sua experiência da gravidez que cria o vínculo que começa muito antes do parto. O corpo muda. O coração ouve. Os movimentos são sentidos. Isso é maternidade e a ovodoação não tira nada disso.”

Uma das maiores taxas de sucesso da reprodução assistida

Além de ampliar as possibilidades para mulheres que não conseguem engravidar com os próprios óvulos, a ovodoação também se destaca pelos resultados obtidos nos tratamentos de reprodução assistida.

Isso acontece porque os óvulos utilizados são provenientes de doadoras jovens, saudáveis e com menor probabilidade de alterações cromossômicas, fatores que aumentam significativamente as chances de formação de embriões viáveis.

De acordo com a Clínica Mãe, a taxa de gravidez por embrião transferido em ciclos de ovodoação supera 65%, índice considerado elevado dentro da medicina reprodutiva.

Outro benefício é a redução da necessidade de múltiplos ciclos de estimulação ovariana. Com isso, muitas pacientes utilizam menos medicações, enfrentam um processo mais previsível e conseguem encurtar o tempo de tratamento, reduzindo também  o desgaste emocional e financeiro.

“A taxa de gravidez por embrião transferido na ovodoação supera 65%, e o que vejo todos os dias na minha prática é que quem persiste nesse caminho tem um resultado quase certo. Não é uma promessa, é o que os números e a experiência clínica mostram. E tem mais: na Clínica Mãe, após a confirmação da gravidez, mal lembramos se o embrião veio de óvulo doado ou não. Para nós, é uma gravidez como qualquer outra e é exatamente assim que deve ser.”

No Brasil, a doação de óvulos segue regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina. O processo é realizado de forma anônima, voluntária e sem fins lucrativos, com sigilo garantido entre doadoras e receptoras.

Para participar, as doadoras passam por uma criteriosa avaliação de saúde física e mental, garantindo mais segurança para todas as pessoas envolvidas no tratamento.

Fonte: DELAS.IG.COM.BR

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