PixabayCapital belga combina séculos de história, arquitetura preservada
Sede das principais instituições da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Bruxelas vai muito além de seu papel político. A capital belga combina séculos de história, arquitetura preservada, museus de renome internacional, parques, cervejas artesanais, chocolates e uma das gastronomias mais prestigiadas da Europa. Para turistas brasileiros, a cidade também funciona como um excelente ponto de partida para viagens por países vizinhos, graças à ampla malha ferroviária e aérea.
Ao caminhar pelo centro histórico, o visitante encontra um dos conjuntos urbanos mais bem preservados da Europa. O principal cartão-postal é a Grand-Place, praça fundada na Idade Média e cercada por edifícios dos séculos XVII e XVIII, considerada Patrimônio Mundial da Unesco.
O local concentra antigas casas de guildas, o imponente Hôtel de Ville (Prefeitura) e diversos cafés, tornando-se o ponto de partida ideal para conhecer a cidade. A poucos minutos dali está o famoso Manneken Pis, pequena estátua de bronze inaugurada em 1619 que se transformou em um dos maiores símbolos de Bruxelas.
Os custos para chegar à Bélgica variam conforme a época do ano e a antecedência da compra. Em pesquisa realizada em julho de 2026, passagens de ida e volta entre Brasília e Bruxelas aparecem a partir de aproximadamente R$ 5.400, podendo superar R$ 8 mil em períodos de maior demanda.
Partindo de São Paulo ou Rio de Janeiro, promoções ocasionais também costumam ficar na faixa entre R$ 4.800 e R$ 6.500, normalmente com escalas em Lisboa, Madri, Paris, Frankfurt ou Amsterdã. Comprar os bilhetes com dois a quatro meses de antecedência costuma garantir tarifas mais competitivas.
Um passeio pela história europeia
Poucas cidades condensam tantos momentos importantes da história continental quanto Bruxelas. A ocupação da região remonta ao século X, mas foi durante a Idade Média que o município se consolidou como um importante centro comercial.
Nos séculos seguintes, passou pelo domínio espanhol, austríaco, francês e holandês até integrar o Reino da Bélgica, criado em 1830. Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade ganhou projeção internacional ao sediar instituições europeias, tornando-se um dos principais centros políticos do mundo.
Além do centro medieval, Bruxelas oferece atrações para diferentes perfis de viajantes. O Atomium, construído para a Exposição Universal de 1958, continua sendo uma das estruturas mais emblemáticas da Bélgica, com mirantes e exposições interativas.
Já o Parque do Cinquentenário reúne jardins, monumentos e museus dedicados à história militar e à indústria automobilística. Outro destaque é o bairro europeu, onde estão edifícios da Comissão Europeia, do Conselho da União Europeia e do Parlamento Europeu, que recebem visitantes em determinados períodos do ano.
Os apaixonados por arte encontram uma oferta igualmente diversificada. Os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica reúnem obras de mestres flamengos como Pieter Bruegel, Rubens e Van Dyck. Bruxelas também presta homenagem ao universo das histórias em quadrinhos, tradição nacional representada por personagens como Tintim e Os Smurfs, com o Museu dos Quadrinhos e dezenas de murais espalhados pelas ruas da cidade.
Quanto custa se hospedar
A hospedagem apresenta ampla variedade de preços. Hotéis econômicos de duas ou três estrelas costumam cobrar entre R$ 450 e R$ 700 por diária para casal. Estabelecimentos de categoria quatro estrelas variam, em média, entre R$ 800 e R$ 1.300 por noite.
Já hotéis cinco estrelas localizados próximos à Grand-Place ou ao bairro europeu frequentemente ultrapassam R$ 1.700, podendo chegar a R$ 3 mil por diária em datas de alta temporada. Apartamentos de aluguel por temporada também representam alternativa competitiva para famílias e grupos.
A culinária é outro dos grandes atrativos da capital belga. As tradicionais fritas servidas em cones de papel, os mexilhões com batatas fritas, waffles preparados na hora e chocolates artesanais fazem parte da experiência gastronômica local.
A cidade ainda abriga centenas de cervejarias e bares especializados em rótulos belgas, reconhecidos internacionalmente pela diversidade de estilos produzidos no país. Mercados, confeitarias históricas e restaurantes estrelados convivem lado a lado, oferecendo opções para diferentes orçamentos.
Melhor épóca para viajar
Para brasileiros, a entrada na Bélgica para turismo é relativamente simples. Em viagens de até 90 dias, não é exigido visto, desde que sejam atendidas as regras do Espaço Schengen, incluindo passaporte válido, comprovantes de hospedagem, seguro-viagem e recursos financeiros para permanência.
A melhor época para visitar Bruxelas costuma ser entre abril e junho e entre setembro e outubro, quando as temperaturas são mais amenas e o fluxo de turistas é menor do que no auge do verão europeu. Com boa infraestrutura de transporte público, caminhabilidade e conexões ferroviárias para Paris, Amsterdã, Colônia e Londres, a capital belga permanece como um dos destinos mais completos para quem deseja conhecer a Europa combinando história, cultura e gastronomia.
Fonte: TURISMO.IG.COM.BR

