Sob as cores da PUC-SP, a bênção humanista do Cristo Redentor

Sob as cores da PUC SP, a bênção humanista do Cristo Redentor

Fonte: Instagram do Santuário do Cristo RedentorSob as cores da PUC-SP, a bênção humanista do Cristo Redentor

A iluminação do Cristo Redentor com o azul e o amarelo, cores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em homenagem aos seus 80 anos, pertence a essa rara categoria de acontecimentos dignos de registro na história nacional.

Na noite de 28 de agosto, no alto do Corcovado, o Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, iluminou-se com as cores da PUC-SP.

O azul e o amarelo não constituíram simples efeitos de luz projetados sobre a pedra. Tornaram-se a manifestação visível de uma identidade, a linguagem luminosa de uma vocação e o testemunho público de um compromisso consagrado à dignidade da pessoa humana.

Naquela noite, essas cores representaram muito mais do que a identidade visual da Universidade. Condensaram sua história, seus valores e suas aspirações.

Assim como uma bandeira reúne um povo em torno de uma memória e de um destino comuns, o azul e o amarelo da PUC-SP unem sucessivas gerações de intelectuais, professores, estudantes e profissionais que edificaram uma comunidade acadêmica dedicada, há oito décadas, à afirmação do humanismo no Brasil e no mundo.

O azul evoca a profundidade oceânica do conhecimento, o infinito do céu, a transcendência da fé e a amplitude de uma instituição consciente de sua responsabilidade perante a humanidade.

O amarelo traduz a preciosidade dessa vocação. É a cor do sol, da energia criadora, da sabedoria e da inteligência que ilumina os caminhos humanos e dissipa as sombras da intolerância, da indiferença e da exclusão.

Ao revestirem o Cristo Redentor, as cores da PUC-SP projetaram para o mundo uma mensagem fraterna que ultrapassou a dimensão institucional e alcançou significado espiritual e civilizatório.

Símbolo do Brasil perante a humanidade, o Cristo expressa fé, paz, fraternidade, acolhimento e esperança. Seus braços abertos sobre a cidade parecem envolver a nação e abraçar todos os povos.

Não distinguem origem, raça, condição social, nacionalidade ou convicção política. Acolhem a todos, porque toda pessoa possui dignidade inerente, anterior ao reconhecimento do Estado e superior a qualquer tentativa de discriminação, instrumentalização ou abandono.

Do alto do Corcovado, sob os braços do Redentor, a PUC-SP proclamou à humanidade que ninguém deve ser excluído, abandonado ou deixado para trás.

Aquele momento converteu-se em um altar simbólico da obra que a Universidade realiza perante o Brasil e o mundo.

O Cristo Redentor tornou-se, assim, um poderoso amplificador espiritual e civilizatório, projetando para todo o país e além das fronteiras nacionais aquilo que constitui a vocação mais profunda da PUC-SP: afirmar a dignidade inviolável de cada pessoa, promover a fraternidade, acolher os vulneráveis, defender a liberdade e recusar toda forma de opressão, exclusão ou abandono.

A humanidade somente se realiza quando cada pessoa é reconhecida como um fim em si mesma, jamais como instrumento do poder, da economia ou de qualquer projeto ideológico. Toda instituição, por mais prestigiosa ou influente que seja, somente alcança sua verdadeira grandeza quando coloca o ser humano no centro de sua obra.

O acontecimento também possui destacada dimensão institucional. Sob a condução do Reitor, Professor Vidal Serrano, e do Pró-Reitor, Professor Paulo Feuz, essa realização demonstra que a PUC-SP reafirma, com vigor, seu protagonismo histórico e sua presença no espaço público brasileiro. Sua voz projeta, com renovada autoridade, os valores humanistas e cristãos que fundamentam sua existência.

Não se trata do protagonismo efêmero da aparência, nem da notoriedade vazia que se encerra em si mesma. Trata-se da autoridade moral e intelectual conquistada pela fidelidade à própria vocação.

A PUC-SP é reconhecida não apenas por aquilo que realiza em seus espaços acadêmicos, mas também como arauto de uma mensagem civilizatória dirigida à sociedade, pela firmeza com que se posiciona em favor da democracia, da constitucionalidade, da fraternidade e dos direitos humanos.

Na Faculdade de Direito, a direção do Professor Erik Gramstrup integra e impulsiona esse movimento de reafirmação institucional. A tradição jurídica da PUC-SP apresenta-se com a autoridade que lhe é própria, não apenas como centro de formação intelectual, mas também como trincheira da dignidade humana, da justiça, da liberdade e da ordem constitucional.

Sob sua liderança, a Faculdade reafirma-se como espaço no qual o Direito não se reduz à técnica, mas é compreendido como instrumento de proteção da pessoa humana e de edificação de uma sociedade em que ninguém permaneça invisível.

É essa fidelidade ao humanismo que fez da PUC-SP uma Universidade reconhecida e respeitada muito além de suas fronteiras.

Levar suas cores ao Cristo Redentor foi, portanto, uma realização de extraordinária potência simbólica, capaz de sintetizar, em uma única imagem, a identidade pontifícia da Universidade, sua vocação humanista, sua presença institucional e sua projeção universal.

Não foi apenas o Cristo que recebeu as cores da PUC-SP. Foi a PUC-SP que, sob os braços do Cristo, recebeu a bênção de perseverar em sua missão e a responsabilidade de anunciá-la com vigor ainda maior.

Foi o mundo que recebeu, amplificada pela imagem do Redentor, a mensagem humanista de uma Universidade consciente de sua voz, de sua grandeza e de seu papel civilizatório.

Naquela noite, o Cristo falou pelas cores da PUC-SP.

Falou ao Brasil e ao mundo. Falou em nome da fraternidade, da dignidade humana e da esperança. Seus braços abertos proclamaram que todos pertencem à mesma família humana e que nenhuma obra pode ser verdadeiramente grandiosa se não estiver a serviço de todos.

Sob as cores da PUC-SP, o Cristo Redentor abençoou nossa missão.

Nihil sine Deo.

Ricardo Sayeg
Jornalista. Advogado. Jurista Imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito. Professor Livre-Docente de Direito Econômico da PUC-SP e do Insper. Doutor e Mestre em Direito Comercial. Oficial da Ordem do Rio Branco. Presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP. Presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP. Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco Guardiões do Graal.

Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR

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