Eduardo RochaO Avenger mudou
Novidade renovada
Facelift do Jeep Avenger na Europa antecipa o visual da futura versão nacional
com Luca Basso
Infomotori.com/Itália
Exclusivo no Brasil para Auto Press
O Jeep Avenger já está sendo produzido em pré-série na fábrica da Stellantis, em Porto Real, no Sul Fluminense. E a versão brasileira do modelo já traz algumas das mudanças que foram implementadas no modelo europeu, que acaba de ser apresentado por lá. As alterações afetam principalmente o design externo e o acabamento interno.
Essas intervenções foram uma resposta a críticas que o modelo recebeu desde sua chegada ao mercado – principalmente em relação ao acabamento, considerado um tanto rústico, com excesso de plásticos rígidos. Por conta disso, ganharam revestimento macio o console central e o frontal, apoio de braços e áreas de toque nas portas.
Na parte externa, a linguagem visual permanece fiel ao conceito de design funcional, com proteções dedicadas à carroceria, faróis embutidos e componentes inferiores projetados para limitar danos em pequenos impactos. O modelo ganhou nova grade dianteira com sete fendas em relevo, com iluminação em led retroiluminada. O para-choque dianteiro foi discretamente redesenhado e as lanternas traseiras mantiveram o formato externo, mas com nova distribuição das luzes internas – ficou semelhante às do Renegade. Todos esses detalhes serão adotados pela versão nacional.
Essas mudanças seguem o protocolo de atualização da grande maioria dos automóveis, que ocorre normalmente após três anos de mercado para dar uma injeção de ânimo nas vendas do modelo. Vendas, no entanto, não era um problema para o Avenger. Desde seu lançamento na Europa, o SUV compacto emplacou mais de 270 mil unidades. A renovação da linha chega com uma edição especial dedicada aos 85 anos da marca.
As características típicas da marca permanecem. O Avenger oferece ângulos de até 22 graus de ataque, 21 graus ventral e 35 graus de saída, com uma altura livre do solo de até 210 mm. A versão feita no Brasil deve ser ainda mais elevada, por conta de uma nova calibração da suspensão, com buchas e amortecedores reforçados, para suportar os pavimentos no Brasil.
Entre as inovações tecnológicas, o Avenger europeu passa a contar nas versões superiores com sistema de faróis em matriz de led, com feixe de luz que se adapta automaticamente às condições do tráfego e à velocidade do veículo. Esse equipamento, porém, não deve ser oferecido na versão feita no Estado do Rio. Além de representar um aumento de custo, não é oferecido por nenhum concorrente direto – que serão Renault Kardian, Volkswagen Tera, Honda WR-V, Fiat Pulse e Chevrolet Sonic. Os preços também devem ficar na mesma faixa da concorrência, entre R$ 120 mil e R$ 150 mil.
Na estrutura, os modelos feitos na Polônia e em Porto Real são bem semelhantes. As medidas externas são iguais, com 4,08 m de comprimento, 2,56 m de entre-eixos, 1,77 m de largura e 1,53 m de altura. O porta-malas comporta 380 litros.
Ambas versões usam a plataforma CMP, só que o modelo nacional usa uma versão simplificada, chamada de Smart Car, igual à dos modelos da Citroën feitos aqui – C3, Aircross e Basalt. A diferença entre elas é a menor quantidade de aços de ultra-alta resistência e a arquitetura eletrônica menos sofisticada – não aceita recursos ADAS mais complexos nem sistemas elétricos mais robustos.
A motorização é outro ponto de distanciamento entre a versão europeia e a brasileira. Por lá, o Avenger está disponível com motores a gasolina, híbridos e elétricos, combinados com transmissão manual ou automática e, dependendo da versão, tração dianteira ou integral. As versões de entrada da linha usam um novo motor 1.2 litro turbo a gasolina. Na mais simples são 101 cv e câmbio manual, enquanto na configuração híbrida leve de 48 V são 110 cv e transmissão de dupla embreagem com seis marchas.
As versões mais caras são a full hybrid 4Xe, com 145 cv, com tração integral eletrificada e motores elétricos duplos, e a 100% elétrica, de 156 cv, também com tração integral e equipada com uma bateria de 54 kWh – com autonomia de 400 km no ciclo WLTP. Já a versão brasileira vai receber o mesmo conjunto T200 bio-hybrid usado no Fiat Pulse e no Peugeot 208, com motor 1.0 turbo flex de 116/130 cv auxiliado por um sistema híbrido leve de 12 V.
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Fonte: CARROS.IG.COM.BR

