EUA perdem para a Turquia, mas avançam em primeiro na Copa

EUA perdem para a Turquia, mas avançam em primeiro na Copa

Reprodução/@millitakimlarJogadores da Turquia comemoram durante vitória sobre os Estados Unidos pela fase de grupos da Copa do Mundo

Os Estados Unidos perderam para a Turquia por 3 a 2, nesta quinta-feira, em Los Angeles, mas ainda assim terminaram a fase de grupos na liderança do Grupo D da Copa do Mundo. A seleção anfitriã entrou em campo já em situação confortável, sofreu a virada no primeiro tempo, buscou o empate na etapa final e levou o gol decisivo no último lance.

A Turquia, que já estava eliminada antes da bola rolar, fez seu melhor jogo no torneio e se despediu com uma vitória de peso. A equipe de Vincenzo Montella mostrou personalidade, reagiu depois de sair atrás e venceu com gol de Ayhan aos 53 minutos do segundo tempo.

Mesmo com a derrota, os Estados Unidos fecham a chave em primeiro lugar, com seis pontos. A Austrália ficou em segundo, com quatro, à frente do Paraguai nos critérios de desempate. Turquia e Paraguai estão eliminados.

EUA começam fortes, mas Turquia reage

O início americano foi intenso. Logo no primeiro minuto, Trusty obrigou Çakir a fazer boa defesa. Na sequência, aos dois, Berhalter cruzou na segunda trave, e o próprio Trusty dominou antes de bater forte, de canhota, para abrir o placar.

O gol parecia encaminhar mais uma atuação de controle dos Estados Unidos, mas a Turquia não se entregou. Mesmo sem chance de classificação, a equipe passou a trabalhar melhor a bola, encontrou espaços entre as linhas e cresceu com Güler, Yildiz e Kökçü.

Aos nove minutos, Arda Güler tabelou com Aydin, recebeu de Yilmaz dentro da área e finalizou sem chance para Turner. Foi o primeiro gol do meia em Copas do Mundo e o lance que mudou o ritmo da partida.

A virada veio aos 30. Güler iniciou a jogada pelo meio, tabelou com Yildiz e lançou Elmali pela esquerda. O lateral foi ao fundo e rolou para Kökçü completar. Um belo gol coletivo, que premiou o melhor momento turco no primeiro tempo.

Berhalter empata, Pulisic muda o jogo

Os Estados Unidos voltaram para o segundo tempo pressionados pelo placar, ainda que a classificação e a liderança estivessem bem encaminhadas. A resposta veio rápido.

Aos três minutos, a defesa turca afastou mal uma bola colocada na área após arremesso lateral, e Berhalter aproveitou a sobra na entrada da área. O volante bateu forte, no canto, para fazer 2 a 2.

O empate devolveu controle aos donos da casa. A partir dali, os EUA cresceram, especialmente depois da entrada de Pulisic, aos 12 minutos da etapa final.

O camisa 10 deu outro ritmo ao ataque. Primeiro, recebeu pela esquerda e parou em boa saída de Çakir. Depois, participou de lance em que a bola desviou, tocou na trave e quase virou o terceiro gol americano. Aos 31, voltou a assustar em chute cruzado, rente à trave.

A Turquia respondeu com Yildiz, que finalizou com perigo aos 26 e depois parou em Turner aos 33. Mesmo eliminada, a seleção turca seguiu competindo até o fim.

Gol no último lance muda a despedida turca

Quando o empate parecia definido, a Turquia encontrou o gol da vitória.

Aos 53 minutos do segundo tempo, Güler recebeu pela direita, deu uma caneta no marcador e cruzou para a área. Uzun ficou com a sobra na segunda trave, bateu rasteiro, e a defesa americana afastou em cima da linha. No rebote, Ayhan apareceu para completar para as redes.

O lance não mudou o destino da Turquia na Copa, mas mudou o tom da despedida.

Depois de derrotas para Austrália e Paraguai, a seleção turca já entrou em campo eliminada. Ainda assim, fez uma partida competitiva, virou sobre os anfitriões e buscou a vitória até o último ataque.

Foi uma reação tardia, mas simbólica.

EUA avançam com alerta

Para os Estados Unidos, a derrota não compromete a liderança, mas deixa alerta. A equipe fez uma boa primeira fase, venceu Paraguai e Austrália, mas terminou a chave sofrendo três gols de uma seleção que já não tinha chance de classificação.

O ataque voltou a funcionar, Berhalter participou diretamente dos dois gols e Pulisic mostrou que pode ser decisivo saindo do banco ou entrando em contexto de maior exigência. O problema esteve no outro lado: a defesa sofreu com as movimentações de Güler, com as infiltrações turcas e com a bola viva dentro da área no último lance.

Agora, os Estados Unidos enfrentam a Bósnia-Herzegovina nos 16 avos de final. A partida está marcada para quinta-feira, 2 de julho, à 1h, pelo horário de Brasília.


Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR

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