Dados do segundo semestre de 2025 apontam que 61,32% da população privada de liberdade no estado estava inserida em atividades laborais.
Rondônia aparece entre os estados brasileiros com maior participação de pessoas privadas de liberdade em atividades de trabalho durante o cumprimento da pena. Dados do segundo semestre de 2025 mostram que 61,32% dos reeducandos estavam trabalhando, índice que coloca o estado na terceira posição nacional.
Conforme as informações levantadas pelo Pimenta Virtual, o levantamento registrou 5.066 pessoas trabalhando, sendo 4.754 homens e 312 mulheres, dentro de um universo de 8.256 pessoas privadas de liberdade.
Os dados são reunidos pelo Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional (Sisdepen), plataforma que concentra informações sobre o sistema prisional brasileiro. Em Rondônia, o levantamento é coordenado pela Gerência de Informação Penitenciária da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Ampliação das oportunidades
Durante 2025, o Fundo Penitenciário criou 133 novas vagas remuneradas no estado. Também foram firmados convênios e parcerias com órgãos públicos e empresas para ampliar as oportunidades de trabalho dentro e fora das unidades prisionais.
Para 2026, Rondônia registra 2.517 vagas remuneradas no sistema prisional. Desse total, 1.555 estão ocupadas.
Porto Velho concentra o maior número de pessoas envolvidas em atividades de trabalho, seguido por Vilhena, Cacoal e Rolim de Moura. Há ainda registros de projetos em municípios como Pimenta Bueno, Ariquemes, Jaru, Alvorada, Cerejeiras e Colorado do Oeste.
Entre o primeiro e o segundo semestre de 2025, o número de reeducandos trabalhando passou de 4.485 para 5.066. O crescimento representa 581 pessoas a mais inseridas em atividades laborais, aumento aproximado de 12,96%.
Atividades desenvolvidas
As funções variam conforme a estrutura de cada unidade prisional. Entre as atividades estão costura, produção de móveis, construção, manutenção, serviços gerais, horticultura, agricultura, lavanderia, alimentação e artesanato.
O projeto Pintando a Liberdade reúne parte das ações de costura e produção de materiais. Também existem oficinas mecânicas, fábricas, hortas e serviços de manutenção.
Na Colônia Agrícola Penal Ênio Pinheiro dos Santos, em Porto Velho, os reeducandos atuam em setores como construção, horticultura, serviços gerais e oficina mecânica. Em Vilhena, a unidade feminina e de regime semiaberto oferece atividades de costura, alimentação, artesanato, construção e serviços gerais.
Em Rolim de Moura, os trabalhos incluem artesanato, costura, construção, serviços gerais e atividades do Projeto Kaspar. Já em Pimenta Bueno, há registro de participação em ações de horticultura.
Ressocialização
Além de contribuir para a rotina das unidades, o trabalho busca preparar os reeducandos para o retorno ao convívio social. A proposta é oferecer qualificação, responsabilidade e oportunidade de geração de renda após o cumprimento da pena.
O governador Marcos Rocha afirmou que as ações ampliam as chances de reinserção social. Para o secretário de Justiça, Marcus Rito, o resultado demonstra que o sistema prisional também pode construir caminhos para uma nova trajetória.
Pimenta Virtual – Da Redação
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