Produzida com IATrem bala que liga o Rio de Janeiro a São Paulo
O projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo e Rio de Janeiro voltou a ter seu calendário revisado após uma apresentação, realizada na 32ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, quando a TAV Brasil informou que pretende concluir o projeto básico e entregar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) ainda em 2027.
Por mais que o projeto tenha sido autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em 2023, a atualização mostra como o empreendimento ainda está em estágio preliminar e que permanece na fase de estruturação financeira e licenciamento ambiental.
Datas iniciais não foram cumpridas
A nova apresentação define um planejamento diferente, afastando-se das previsões iniciais divulgadas em 2023 pela TAV Brasil, quando a mesma obteve a autorização federal. A expectativa inicial era de concluir os estudos e projetos necessários até dezembro de 2024, obter as licenças prévias entre 2024 e 2025 e garantir o início das obras no segundo semestre de 2026.
As datas previstas anteriormente não foram cumpridas, uma vez que, em março de 2025, o CEO da TAV Brasil, Bernardo Figueiredo, anunciou que pretendia começar a construção do projeto ainda em 2027, com a operação comercial começando já em 2032. Diante das dificuldades no licenciamento, a previsão da construção foi adiada novamente, mas, dessa vez, para 2028.
Em fevereiro deste ano, Figueiredo reconheceu atrasos de cerca de um ano e meio no processo e passou a projetar início das obras até 2029, com a operação passando para 2033, um ano além da meta original.
De acordo com informações obtidas pelo portal MetrôCPTM, o novo cronograma não apresenta datas para construção ou operação, limitando-se a estabelecer a entrega do projeto básico e do EIA-RIMA em 2027.
A proposta atual prevê uma ferrovia de aproximadamente 417 quilômetros ligando São Paulo ao Rio de Janeiro, projeto que, apesar de autorizado, ainda depende de superar dificuldade de encontrar parceiros financeiros e regulatórios para sair do papel.
Diferentemente de uma concessão tradicional, a autorização concedida pela ANTT em 2023 transfere à empresa a responsabilidade pela implantação e exploração da ferrovia por 99 anos, sem garantir os recursos necessários para viabilizar o empreendimento.
Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR

