Lipedema ainda desafia diagnóstico e passa despercebido

Lipedema ainda desafia diagnóstico e passa despercebido

FreePikFalta de conscientização sobre lipedema é problema no combate à doença

A dificuldade em identificar o lipedema tem feito com que muitas mulheres convivam por anos com sintomas sem um diagnóstico preciso.

A condição, marcada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços, ainda é frequentemente confundida com obesidade.

Entre os sinais mais comuns estão a desproporção corporal, dor ao toque, sensibilidade e dificuldade em reduzir medidas mesmo com alimentação equilibrada e prática de exercícios.

Apesar disso, o reconhecimento da doença ainda enfrenta barreiras, principalmente pela ausência de um exame específico que confirme o quadro.

Segundo a médica especialista em medicina integrativa, lipedema e emagrecimento, Iris Cavalcante, o diagnóstico depende, sobretudo, da avaliação clínica. 

“A maior dificuldade está no reconhecimento. O lipedema não aparece em um exame de sangue, por exemplo. É preciso conhecimento e sensibilidade clínica para identificar os sinais”, explica.

A falta de familiaridade com a doença faz com que pacientes passem longos períodos sem respostas, muitas vezes submetidas a tratamentos que não apresentam resultados nas áreas afetadas.

Nesse processo, é comum o surgimento de frustração e até sentimento de culpa, reforçado pela associação equivocada com hábitos de vida.

Alguns padrões ajudam na identificação, como o aumento desproporcional dos membros inferiores em relação ao tronco, o surgimento frequente de hematomas e o agravamento dos sintomas em fases hormonais, como puberdade, gestação e menopausa.

“A paciente costuma relatar que emagrece o corpo, mas as pernas continuam iguais. Esse é um indicativo clássico que não pode ser ignorado”, afirma Iris.

Exames de imagem podem auxiliar na exclusão de outras condições, mas não substituem a análise clínica. Para especialistas, ampliar o conhecimento sobre o lipedema é essencial para reduzir o tempo até o diagnóstico e evitar a progressão da doença, que pode comprometer a mobilidade e a qualidade de vida.

“A gente precisa parar de olhar apenas para o peso e começar a olhar para o padrão corporal e os sintomas. O lipedema tem características próprias e precisa ser reconhecido como tal”, reforça a médica.

Fonte: DELAS.IG.COM.BR

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