Reprodução: @prin_cesinhamaria | @dommedia.brCachorra que vivia nas ruas agora viaja mais de 100 vezes por ano com tutora
Uma cachorrinha caramelo tem uma rotina que muitos viajantes não conseguiriam acompanhar. Princesinha Maria faz mais de 100 viagens por ano entre Teresina e Fortaleza ao lado da tutora, com quem divide praticamente todos os deslocamentos.
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A história foi compartilhada por Sidnei Pereira, de Teresina. Maria nem sempre teve uma vida cercada de conforto. Antes de ganhar um lar, ela vivia nas ruas de Fortaleza e chegou a ser vendida para uma feirante.
A mulher, porém, percebeu que não tinha condições de cuidar da cachorrinha e decidiu doá-la. Foi assim que Maria chegou à atual tutora e passou a ter uma rotina completamente diferente.
Hoje, a caramelo não fica de fora das viagens. Sempre que a tutora segue entre Teresina e Fortaleza, Maria vai junto.
Com a frequência dos deslocamentos, são mais de 100 viagens ao longo de um ano, fazendo com que a cachorrinha acumule muitos quilômetros de estrada.
Entre uma cidade e outra, ela ganhou não apenas um lar, mas também um lugar garantido ao lado da tutora em cada nova viagem.
Por que o cachorro caramelo tem fama de ser “gente boa”?
Eles estão por toda parte: nas ruas, nos quintais, nos memes da internet e cada vez mais nos sofás das casas. O cachorro caramelo, praticamente, faz parte da rotina do brasileiro. Mas afinal, o que explica tanto amor por esse “sem raça definida”?
Segundo a veterinária Fernanda Binati, não é só impressão: o caramelo virou mesmo um ícone nacional.
“A incidência da raça vira-lata se tornou muito mais frequente atualmente. Eles estão em toda parte e acabaram se tornando símbolo de uma causa: a adoção”, explica.
Manso e amigo
Existe um consenso não oficial e altamente emocionado de que os cães caramelo são companheiros, dóceis e muito apegados aos humanos. A fama, amplificada pelas redes sociais, nem sempre corresponde a uma regra, mas reflete características frequentemente observadas nesses animais.
“Geralmente eles são dóceis, mansos e companheiros. Mas tudo depende do estilo de vida do pet e de como o tutor cria o animal”, afirma a veterinária .
Por trás de um cachorro equilibrado e afetuoso, geralmente está um tutor presente e dedicado e não uma genética excepcional.
Na prática clínica da especialista, os cães sem raça definida (SRDs) costumam ser tranquilos, embora comportamentos mais temperamentais também possam aparecer, ainda que em menor número.
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“Geralmente são mansos, mas sempre existem os mais temperamentais e bravos, porém em menor quantidade”, destaca.
“O ambiente e a criação são os principais fatores. Animais criados em ambientes hostis tendem a ser mais agressivos. Já os que recebem muito amor e carinho são mais dóceis”, afirma.
Existe um “jeito caramelo” de ser?
Ainda não há comprovação científica que explique biologicamente o “jeitinho” especial dos cães sem raça definida. Mas, na visão de Fernanda, a maneira como esses animais se comportam pode ser entendida de forma mais prática:
“Os caramelos são, em sua maioria, cães de rua. Estão carentes e, por isso, são mais bonzinhos. Cientificamente não há prova, mas a experiência mostra isso”.
Resistentes
A suposta resistência física dos cães sem raça definida é outro ponto que alimenta o imaginário popular. Muitos acreditam que os vira-latas são naturalmente mais fortes, menos suscetíveis a doenças e quase “à prova de tudo”.
Essa percepção tem algum fundamento, mas não é uma verdade.
“Pode ser que, por virem da rua, sua genética favoreça um organismo mais resistente. Mas isso não é uma regra”, ressalta.
Fisicamente, os cães caramelo são bastante variados. Podem ter porte pequeno, médio ou grande, pelos curtos ou longos, orelhas eretas ou caídas. “Tudo depende da linhagem do animal”, explica a veterinária.
Fonte: CANALDOPET.IG.COM.BR

