O que vi ao viajar de avião no meio da pandemia do coronavírus – Manual do Viajante

A recomendação é ficar em casa e evitar viagens durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Mas em alguns momentos não temos escolha. É preciso sair para trabalhar ou encarar um voo para outro estado. E o cenário encontrado por quem teve de fazer uma viagem é uma mistura de vazios com aglomerações e também um misto de sentimentos. 

Arquivo pessoal Tanto no aeroporto, quanto nos destinos, Israel utilizou máscaras para se proteger da doença

Israel de Souza Silva, supervisor de montagem industrial de 40 anos, fez uma viagem a trabalho recentemente de São Paulo para Pernambuco. Apesar de não ter notado um clima de medo ou pânico nem no aeroporto ou no avião, tomou medidas para se preservar e ficou surpreso com alguns fatos que encontrou pelo caminho. 

Distância segura

Agência Brasil/Fernando Frazão Nos aeroportos, algumas medidas de segurança foram tomadas para a segurança dos passageiros

Segundo Israel, os funcionários do aeroporto da companhia área tomaram cuidado para que os passageiros respeitassem uma distância segura desde o embarque. “Estavam orientando a manter a distância, chamando por grupos e só poderiam formar filas dos grupos sendo chamados”. 

Ao entrar no avião , mais uma vez distância. Os assentos eram ocupados de maneira alternada, banco sim e banco não. Ainda assim, Israel preferiu se prevenir: “Paguei um valor a mais para que eu pudesse sentar ainda mais longe dos outros passageiros, para que eu pudesse melhor minha situação”. 

E com a pandemia e o turismo em pausa, o avião, no final, acabou decolando bem vazio, o que pode ajudar a aliviar um pouco o medo de ter alguém próximo contaminado. 

Uso de máscaras e outras medida de segurança

Arquivo pessoal Israel relata que alguns dos passageiros no voo de ida não usavam máscaras

Outro ponto que chamou a atenção foi o uso de máscaras – ou a falta delas. Mesmo com passageiros distantes um dos outros, a máscara seria algo indicado. Entretanto, de acordo com Israel, na ida para Pernambuco poucos estavam usando o item, seja no aeroporto quanto no avião. Já na volta, a companhia aérea informou que o uso era obrigatório. 

Já outras atitudes, como medir a temperatura dos passageiros, não foram tomadas. Bastava entrar no avião e procurar o seu assento. 

Pontos com aglomeração

Fernando Frazão/Agência Brasil De acordo com Israel, alguns pontos dos aeroportos ainda contam com aglomerações de passageiros

Nem tudo foi calmaria ou com respeito ao distanciamento. Israel viu vários lugares com aglomerações ao longo da viagem e diz ter feito o que pode para se proteger mais uma vez. 

”Na área onde as pessoas esperam as malas nas esteiras foi um ponto de grande aglomeração”, conta. ”Eu mesmo pedi cerca de três vezes para as pessoas respeitassem a distância segura para evitar contaminações”, completa. 

Mais riscos também na hora de voltar para casa. ”Na área de desembarque do aeroporto de Guarulhos havia um bom número de pessoas e motoristas esperando suas corridas, tinha bastante gente mesmo”, detalha. O avião estava vazio, mas o lado de fora do aeroporto, não. 

Fonte: turismo.ig.com.br/manual-do-viajante/2020-05-13/voo-vazio-x-aglomeracoes-do-outro-o-que-vi-ao-viajar-no-meio-da-pandemia.html