Grávida de 3 meses, garota de 14 anos que se prostituiu para usar drogas se casa, deixa o submundo e agora precisa de ajuda

Adolescente estava procurando trabalho em grupos de emprego no WhatsApp

O FOLHA DO SUL  entrevistou, na tarde desta quarta-feira, 22, uma adolescente de 14 anos (fará 15 em setembro), grávida de 3 meses, que pediu ajuda ao site e, mesmo jovem, relatou uma história dramática de vida.

O site até a garota após a participante de um grupo de empregos no WhatsApp, onde ela estava procurando trabalho, denunciar a situação. Só depois de muito tentar (e não conseguir uma ocupação remunerada), ela resolveu pedir ajuda.

A menina contou que mora “cuidando de uma casa” no residencial Maria Moura, conjunto de moradias populares na periferia de Vilhena. Ela é casada com um pedreiro que tem mais que o dobro de sua idade (31 anos), mas a renda do casal não está suprindo nem mesmo o básico, já que o homem trabalha “por diária”.

O site questionou a relação, mas a menina esclareceu que o Conselho Tutelar e a Polícia Civil já estão cientes da união que, segundo ela, a tirou do mundo das drogas. “Um ano atrás, ele chegou e perguntou se eu queria largar as drogas e constituir uma família. Desde então a gente tá junto”.

A menor disse que, no dia seguinte à união com o pedreiro, parou de usar entorpecentes e nunca mais sucumbiu à dependência. Mas reconhece que a situação está difícil: “a gente tá passando necessidade, e agora, com o bebê, vai ficar tudo mais difícil. Quem puder doar roupinhas e calçados, a gente agradece”.

O drama da adolescente começou aos 13 anos, e a transformou numa versão vilhenense da alemã Christiane F., “drogada e prostituída”, cuja vida foi transformada em livro que virou Best Seller mundial, expondo com crueza a tragédia de uma criança vivendo nas ruas.

Assim como a personagem, a entrevistada também admitiu que, para  sustentar o vício, se prostituiu e traficou, “mas eu nunca roubei nada de ninguém, moço”, disse, garantindo que se mantém “limpa” há um ano.

Ao site, ela deixou seu número de contato para que as pessoas possam visitar sua casa, que fica na rua 101-07, quadra 05, casa 3, número 1.582, e contribuir com o que puderem: 9 9362-4921 (de favor). A foto que ilustra esta reportagem foi enviada pela própria gestante.
Fonte: www.folhadosulonline.com.br