RONDÔNIA – Hospital liga para família e médico anuncia morte de paciente com Covid-19 e só depois da dor, engano é percebido

Corpo de morto poderia ser sepultado no lugar de paciente que estava vivo

Um erro do Hospital Regional de Vilhena, registrado na manhã desta quarta-feira, 02, resultou em dor a transtornos para a família de um paciente que estava internado na unidade, contaminado pela Covid-19: informou, equivocadamente, à família do paciente que ele havia morrido.

Ao receber a informação, o site foi atrás de testemunhas que pudessem confirmar o episódio, já que ele parecia ser “fake News”. O próprio filho do homem “morto” por engano, um policial militar da reserva, de 53 anos, confirmou o equívoco. E contou os detalhes, após passar pela dor de lidar com a situação.

O jovem de 26 anos relatou que, hoje, após receber uma ligação da “Central Covid”, foi até o Hospital Regional. Lá, um médico foi falar com ele e deu a má notícia: o pai, que estava entubado desde a sexta-feira, havia sofrido uma parada cardíaca e morrido por volta das 11:00h.

Chorando, o filho do paciente comunicou o “falecimento” à família, já avisando a todos que, em virtude da “morte” do pai ser pelo Coronavírus, não haveria velório. Parentes de outras cidades e Estados também foram comunicados sobre a perda.

Menos de uma hora depois, no entanto, o “órfão” de pai recebeu outra chamada e, no hospital, foi informado de que havia acontecido um erro. Apesar de todo o transtorno, o rapaz se mostrou compreensivo, depois de receber desculpas do médico e ver a profissional de saúde responsável pela falha aos prantos: “eles foram muito atenciosos e eu sei que esse tipo de coisa acontece”.

PODIA SER PIOR
Um amigo da família revelou ao site que a situação poderia ter sido ainda pior, já que o homem que morreu seria sepultado com a identidade trocada.
Conforme o entrevistado, uma amiga da família, também profissional de saúde, foi até o hospital e constatou que o militar estava vivo, embora seu quadro de saúde ainda seja delicado.

Só então se percebeu o engano, que levaria as duas famílias (a do paciente que realmente havia ido a óbito e a do sobrevivente) a lidar com a situação, já que mortos pela Covid-19 saem da unidade em sacos funerários e não são mais vistos.

A falha possivelmente teria acontecido em virtude dos dois pacientes envolvidos no caso terem nomes quase iguais: o que morreu se chama Avenir, e o sobrevivente, Valdenir.

O FOLHA DO SUL ON LINE já relatou a situação à direção do Hospital Regional, e publicará a manifestação da instituição tão logo ela seja enviada.

Fonte: www.folhadosulonline.com.br