DIRTY DRIVE: PF prende homem que mandava pix por imagens de crianças sem roupas

A Polícia Federal, através do GRUPO DE REPRESSÃO A CRIMES CIBERNÉTICOS – GRCC, deflagrou nesta sexta-feira (05/08/2022), a OPERAÇÃO DIRTY DRIVE II, em continuidade às investigações da operação DIRTY DRIVE, que teve sua primeira fase deflagrada no final de abril deste ano, ocasião em que o investigado foi preso em flagrante delito por armazenar materiais de abuso sexual infantojuvenil em seu aparelho celular.

    Nesta segunda fase da operação, após pedido da Polícia Federal, a Justiça Estadual de Rondônia expediu um Mandado de Busca e Apreensão e um Mandado de Prisão Preventiva que foram cumpridos hoje.

Após os procedimentos cabíveis, o investigado, que estava em liberdade provisória desde a audiência de custódia, foi encaminhado ao presídio estadual em Porto Velho/RO.

  Além dos crimes relacionados à materiais de abuso sexual infantojuvenil pela internet que resultaram na prisão em flagrante do investigado em abril, a perícia e a análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos no cumprimento do mandado de busca e apreensão da primeira fase revelaram outros delitos que vinham sendo praticados pelo criminoso.

    O Laudo de Perícia Criminal Federal revelou que, além de armazenar 629 (seiscentos e vinte e nove) arquivos, sendo 203 (duzentos e três) imagens e 426 (quatrocentos e vinte e seis) vídeos, com conteúdo relacionado a pornografia envolvendo crianças ou adolescentes, o investigado, através das redes sociais, induzia adolescentes, com aparente vulnerabilidade financeira, a se prostituírem pela internet.

Em troca de valores enviados via PIX, as adolescentes praticavam atos libidinosos, a comando do investigado, através de vídeo chamadas, e enviavam s e vídeos contendo atos sexuais.

  Pôde-se ainda constatar, que as adolescentes resistiam inicialmente aos pedidos do criminoso, mas que diante da baixa condição social se submetiam à prostituição virtual mediante pagamento.

Pelo menos em um caso foi possível concluir que o investigado ganhava a confiança da adolescente e prometia valores maiores em troca de mais conteúdo, e ao final, já de posse dos novos vídeos e s, deixava de responder e não efetuava o pagamento.

  Conforme o Laudo, ainda foram recuperadas imagens produzidas pelo investigado, nas quais, prevalecendo-se de relações familiares, abusa de pelo menos três crianças do sexo feminino com cerca de 4 a 6 anos de idade.

Além do claro contato físico com uma das crianças que aparecem sentadas em seu colo, o abusador ainda registrou s das crianças em poses sensuais, sempre buscando grafar as ocasiões em que as roupas íntimas (calcinhas) eram expostas, principalmente enquanto dormiam.

Em outros registros foi possível perceber que o abusador aproveitava o momento em que as crianças levantavam a blusa, para grafar.   O investigado foi indiciado pelos crimes de submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos (art.

218-B do CP), de produção e armazenamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil (arts. 240 e 241-B do ECA) e a prática de atos libidinosos com crianças que configuram o crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do CP).

Somadas, as penas podem chegar a 37 anos de reclusão. Esta já é a sexta operação do GRCC Rondônia no combate aos crimes dessa natureza no ano de 2022.     A operação denominada DIRTY DRIVE é uma alusão à forma de armazenamento em dispositivos virtuais de conteúdo altamente reprovável e repugnante.

Em Tecnologia da Informação, o termo “DRIVE” se refere a um dos nomes usados para unidades de armazenamento, e “DIRTY”, na língua inglesa, significa sujo, vil.

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Fonte: RONDONIAOVIVO.COM