Fonte: Cidade de Dublin / Shutterstock“Robocop” é retirado de operação em Ohio
A experiência de uma cidade do estado de Ohio, nos Estados Unidos, com um robô policial autônomo chegou ao fim após resultados considerados decepcionantes. Batizado de “DubBot”, o equipamento foi retirado de operação pela polícia de Dublin depois de quase dez meses de patrulhamento sem registrar uma única prisão, multa ou ocorrência que exigisse a intervenção de agentes humanos.
O robô era um modelo K5 desenvolvido pela empresa Knightscope, especializada em sistemas autônomos de vigilância. Com cerca de 1,5 metro de altura e mais de 180 quilos, o equipamento circulava por um estacionamento público utilizando câmeras de monitoramento em 360 graus, sensores e um botão de emergência para contato com as autoridades.
Segundo a polícia local, o projeto não atendeu às necessidades operacionais do departamento. Durante todo o período de testes, o robô não identificou incidentes relevantes nem gerou informações que resultassem em ações policiais. O município havia investido mais de US$ 128 mil no programa, embora parte do valor tenha sido posteriormente reembolsada pela fabricante.
O caso reacende o debate sobre a eficácia de tecnologias de vigilância automatizada no combate ao crime. A Knightscope afirma que seus robôs foram projetados para complementar o trabalho humano por meio de monitoramento e efeito dissuasório, e não para realizar prisões diretamente. Em outras localidades, a empresa afirma ter registrado redução de ocorrências e maior sensação de segurança em áreas monitoradas.
Esta não é a primeira vez que um robô da companhia enfrenta dificuldades. Projetos semelhantes em cidades americanas já foram encerrados após problemas técnicos, críticas sobre custos elevados e questionamentos sobre a real contribuição dos equipamentos para a segurança pública.
Apesar do fracasso em Ohio, empresas de tecnologia continuam investindo em sistemas de vigilância baseados em inteligência artificial e robótica, apostando que esses equipamentos poderão atuar como apoio às forças de segurança em espaços públicos, aeroportos, universidades e centros comerciais.
Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

