Real Porto vence o Mascote em final eletrizante e conquista a Copa Regional 2026

Equipe de Porto Velho supera o Mascote/Rio Claro por 3 a 2 no Geraldão, conquista o título logo em sua primeira participação e fecha campanha marcada por reação após derrota justamente para o adversário da decisão.

O Real Porto, de Porto Velho, é o grande campeão masculino da Copa Regional de Futebol Society 2026. Em uma decisão com cinco gols, grandes defesas, revisão de vídeo, expulsão e emoção até os últimos segundos, a equipe da capital venceu o Mascote/Rio Claro, de Espigão d’Oeste, por 3 a 2, na noite deste sábado (29), no Complexo Esportivo Geraldão, em Pimenta Bueno.

A conquista teve um ingrediente especial. Real Porto e Mascote já haviam se enfrentado na primeira rodada da competição, quando a equipe de Espigão d’Oeste levou a melhor. Depois daquele tropeço, o Real Porto reagiu ao longo do campeonato, avançou pelas fases eliminatórias e reencontrou justamente o adversário que havia lhe imposto a derrota na estreia. O próprio treinador da equipe da capital relembrou após a decisão que o Mascote havia vencido aquele primeiro confronto.

Foi também uma conquista histórica porque aconteceu na primeira participação do Real Porto na Copa Regional.

Uma final entre capital e interior

De um lado estava o Real Porto, representante de Porto Velho e uma das equipes de destaque do futebol society rondoniense. Do outro, o Mascote/Rio Claro, levando Espigão d’Oeste à decisão depois de uma campanha que ganhou destaque durante o campeonato.

O Geraldão recebeu grande público para acompanhar o confronto. Antes de a bola rolar, a transmissão destacava o equilíbrio da decisão e a dificuldade de apontar um favorito.

O Real Porto ainda chegou para a final com três baixas importantes: Rangel, Paulinho e Dudu, todos fora por lesão. Já o Mascote tinha todos os atletas inscritos à disposição.

Quando a bola rolou, ficou claro que seria uma partida de alta intensidade.

Real Porto marca, mas VAR anula

O primeiro momento de explosão da torcida da capital aconteceu logo no começo.

Após uma jogada ensaiada, Ariel, camisa 8, colocou a bola na rede. A comemoração, porém, foi interrompida pela revisão de vídeo.

A arbitragem analisou uma possível falta de Murilo na origem da jogada e decidiu anular o gol do Real Porto.

O placar continuou zerado.

A decisão não diminuiu a intensidade. O Mascote passou a encontrar espaços e criou boas oportunidades, principalmente com Jonathan e Cauê.

Foi então que começou a aparecer um dos grandes personagens da decisão.

Evan começa a construir uma atuação decisiva

O goleiro Evan, do Real Porto, teve trabalho e respondeu em alto nível.

Em uma das melhores oportunidades do Mascote, Cauê recebeu em contra-ataque e finalizou, mas Evan fez uma defesa considerada monumental durante a transmissão. Na sequência, Jonathan ainda acertou a trave.

Pouco depois, Jonathan voltou a finalizar com perigo e novamente parou no goleiro da equipe da capital.

O Mascote crescia na partida e criava oportunidades, mas não conseguia transformar o bom momento em gol.

E o Real Porto foi eficiente quando teve sua chance.

Murilo abre o placar

Aos 16 minutos do primeiro tempo, Murilo, camisa 2, recebeu pela esquerda, puxou para a perna canhota e acertou um forte chute.

Desta vez não houve revisão capaz de tirar a comemoração.

A bola entrou sem chances para o goleiro Vítor Hugo e o Real Porto abriu 1 a 0.

Mesmo atrás no marcador, o Mascote não recuou. Continuou pressionando e obrigando Evan a trabalhar.

Jonathan teve nova grande oportunidade, soltou uma pancada e viu o camisa 1 do Real Porto realizar outra grande defesa.

O duelo parecia caminhar para o intervalo com vantagem mínima.

Até Cabelo aparecer.

Cabelo marca um golaço para a história da final

Já nos minutos finais da primeira etapa, o Real Porto construiu a jogada pela direita. Fabrício finalizou e a bola encontrou Cabelo, camisa 10.

O que aconteceu na sequência se transformou em um dos grandes momentos da decisão.

Cabelo acertou um movimento de letra, descrito na transmissão como um “rabo de arraia”, e mandou a bola no ângulo de Vítor Hugo.

Um golaço.

O lance colocou o Real Porto em vantagem por 2 a 0 e levou a equipe da capital para o intervalo em situação confortável.

O placar, entretanto, não traduzia completamente o que havia acontecido dentro de campo.

O Mascote havia criado chances e pressionado. A diferença estava principalmente na eficiência do Real Porto e na atuação de Evan. A análise no intervalo destacou justamente o goleiro como fundamental para sustentar a vantagem enquanto a equipe de Espigão pressionava.

Mascote volta pressionando

O segundo tempo começou com o Mascote obrigado a buscar a reação.

E a equipe de Espigão não demorou a voltar a ameaçar.

Logo nos primeiros movimentos, Betinho encontrou Cauê, que finalizou e novamente viu Evan aparecer de maneira decisiva. A leitura naquele momento era clara: o Mascote fazia uma boa partida, mas encontrava pela frente um goleiro em noite inspirada.

Com dois gols de vantagem, o Real Porto passou a administrar melhor os espaços.

A estratégia era atrair o Mascote, que precisava se lançar ao ataque, e aproveitar os espaços deixados para contra-atacar.

E foi exatamente assim que saiu o terceiro.

Contra-ataque mortal e 3 a 0

O Mascote pressionava quando perdeu a bola e permitiu a arrancada da equipe da capital.

Cabelo, que já havia marcado o golaço do segundo gol, desta vez apareceu como garçom.

Ele deu o passe para Juan, camisa 7, completar o contra-ataque e marcar o terceiro do Real Porto.

3 a 0.

Uma jogada rápida e eficiente justamente no momento em que o Mascote precisava adiantar suas linhas para tentar diminuir a diferença.

Com a vantagem ampliada, o título parecia muito próximo da capital.

Mas a final ainda guardava muita emoção.

Mascote não desiste

Mesmo com três gols de desvantagem, o Mascote continuou brigando.

A equipe de Espigão d’Oeste manteve a pressão e conseguiu diminuir para 3 a 1, recolocando alguma esperança na decisão. A partida ficou ainda mais tensa nos minutos finais, com disputas fortes, reclamações e intervenções da arbitragem.

O jogo ganhou um novo capítulo quando Arigol, camisa 9 do Mascote, recebeu cartão vermelho após uma situação fora do lance.

Pouco depois, entretanto, a configuração numérica voltou a mudar e o Real Porto também passou a atuar momentaneamente com um jogador a menos.

O Mascote percebeu que ainda havia possibilidade e foi para cima.

Pênalti coloca fogo nos últimos segundos

Já nos instantes finais, Jonathan finalizou, Evan fez outra defesa e a arbitragem assinalou pênalti para o Mascote.

O Real Porto já havia utilizado seu pedido de revisão e não tinha mais o recurso disponível. A penalidade foi mantida.

Jonathan, camisa 10, assumiu a responsabilidade.

De frente para Evan, bateu e marcou.

3 a 2.

O Mascote estava novamente vivo na final.

Mas não havia mais tempo.

Logo depois da cobrança, a arbitragem encerrou a partida.

Real Porto campeão em sua primeira participação

O apito final confirmou uma conquista inédita para o Real Porto dentro da Copa Regional.

Real Porto 3 x 2 Mascote/Rio Claro.

A equipe da capital conquistava o título masculino de 2026 justamente diante do adversário que havia vencido o confronto entre os dois na primeira rodada.

Foi uma final com todos os ingredientes de uma grande decisão: gol anulado pelo vídeo, golaço, pressão, atuação decisiva de goleiro, expulsão, pênalti e emoção até o último instante.

Evan, o paredão da decisão

Embora os gols tenham sido fundamentais, é impossível contar a história desse título sem destacar Evan.

Quando o Mascote viveu seus melhores momentos, principalmente no primeiro tempo, o goleiro apareceu repetidamente. Defendeu finalizações de Cauê e Jonathan e evitou que a equipe de Espigão transformasse sua pressão em gols.

A própria transmissão resumiu a atuação ao final: o Real Porto foi eficiente ofensivamente, mas Evan teve participação decisiva na conquista.

Cabelo também teve papel determinante. Além de marcar um dos gols mais bonitos da competição, deu a assistência para Juan fazer o terceiro.

Murilo completou o trio de goleadores da equipe da capital na decisão.

Da derrota na estreia ao título

A conquista ganha ainda mais peso pela maneira como a trajetória foi construída.

O Real Porto começou sua participação na Copa Regional justamente contra o Mascote e foi derrotado. A equipe, porém, conseguiu se recuperar durante a competição, avançou até o mata-mata e chegou à grande decisão.

No reencontro, quando valia a taça, escreveu uma história diferente.

E o título veio já na estreia do clube na Copa Regional.

Após a partida, o treinador destacou que estava havia apenas seis meses no Real Porto e que aquela já representava a quarta conquista do trabalho no período, algo que, segundo ele, havia acontecido antes do que esperava.

Na cerimônia de premiação, o Mascote foi reconhecido pela campanha que o levou ao vice-campeonato, enquanto o Real Porto foi chamado para receber a taça de campeão da edição 2026.

Uma campanha iniciada com derrota terminou da melhor maneira possível.

O Real Porto reagiu, chegou à final, reencontrou seu algoz, venceu por 3 a 2 e levantou a taça da Copa Regional de Futebol Society 2026.

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