Redação DWFalta de mão de obra qualificada será sentida pelos alemães no dia a dia, alerta o Instituto da Economia Alemã (IW), ligado ao setor empresarial
A Alemanha corre o risco de não conseguir encontrar mão de obra qualificada para 723 mil vagas em seu mercado de trabalho até 2029.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (07/09), são de um estudo do Instituto da Economia Alemã (IW), ligado ao setor empresarial, que em 2024 contabilizou um déficit de 370 mil profissionais.
O maior déficit projetado, cerca de 39,1 mil vagas, é para vendedores no comércio. Outras áreas fortemente afetadas incluem a educação infantil (29,9 mil) e assistência social e pedagogia social (23,6 mil), seguidas pelos setores de enfermagem e cuidados de saúde (18,7 mil), instalações elétricas na construção civil (17,4 mil) e fisioterapia (16,3 mil).
Mais aposentados, menos imigrantes
A escassez de mão de obra deve ser agravada, entre outros fatores, pela entrada de muitas pessoas na aposentadoria ao longo dos próximos anos.
Ao mesmo tempo, a renovação da força de trabalho deverá ser insuficiente, já que a Alemanha poderá atrair menos trabalhadores do exterior.
Além disso, pesou nos cálculos dos economistas a expectativa de uma recuperação da economia alemã, que tende a aumentar ainda mais a demanda por profissionais qualificados.
Os autores do estudo, contudo, ressaltaram que o déficit pode ser ainda maior, já que seus cálculos não levam em conta a tendência de queda nas taxas de natalidade.
Especialista em mão de obra qualificada do IW, Alexander Burstedde afirma que a falta de mão de obra qualificada será sentida pelos alemães no dia a dia, “por exemplo, na busca por uma vaga em uma casa de repouso ou por um prestador de serviço”, como encanadores e pedreiros.
“Os políticos precisam aumentar os incentivos ao trabalho e providenciar mais imigração qualificada vinda de outros países da UE”, recomenda ele.
A análise do IW projeta a evolução do mercado de trabalho até 2029 com base em dados disponíveis até o final de 2024 para cerca de 1,3 mil ocupações.
ra (dpa, AFP)
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

