Foto: Yann SchreiberFábrica Volkswagen
Recentemente, a Volkswagen decidiu tomar uma decisão para diminuir os gastos e realizar uma reestruturação em suas operações. A montadora alemã irá investir cerca de 16 bilhões de euros (R$ 95 bilhões) para cortar empregos e anunciar a desativação de diversas fábricas na Europa. As informações são do jornal Valor Econômico.
Valores
Do total dos investimentos, aproximadamente 10 bilhões de euros, o que equivale a R$ 59,4 bilhões, serão destinados à redução de funcionários, enquanto os outros 6 bilhões de euros (R$ 35,6 bilhões) serão utilizados para o encerramento das atividades das unidades de Emden, Zwickau, Neckarsulm e Hanôver.
Quais os motivos principais
A estratégia é um dos planos mais agressivos já realizados pela companhia, originada devido a alguns problemas que se agravaram com o tempo, como o avanço dos carros chineses no mercado, excesso de produção, preços elevados na Alemanha, tarifas e impostos e uma certa dificuldade em transicionar para o segmento de eletrificados.
Cortes em massa
Os novos cortes realizados pela montadora devem atingir aproximadamente 60 mil postos de trabalho em todo o mundo. Essa não é a primeira vez que a Volkswagen anuncia um plano como esse, já que anteriormente, a montadora havia anunciado a eliminação de cerca de 50 mil empregos na Alemanha.
Portanto, quando somados, os dois planos de corte preveem mais de 100 mil demissões. A Volkswagen atualmente detém uma das maiores concentrações de trabalho da indústria automobilística europeia, empregando milhares de pessoas ao redor do mundo.
DivulgaçãoFábrica da Volkswagen localizada na Anchieta, em São Paulo
A quantidade de cortes deixa claro a falha de produtividade que a montadora vem enfrentando. A empresa alemã possui uma estrutura industrial na Alemanha muito maior do que a demanda atual, o que pode afetar diretamente nos gastos exacerbados.
O Grupo Volkswagen afirma que, hoje, os cálculos apontam para uma capacidade de produzir cerca de 500 mil veículos a mais do que o exigido pelo mercado.
Além disso, a montadora pretende migrar gradualmente a produção de veículos de suas fábricas alemãs atuais até 2030 e pretende buscar caminhos alternativos para os polos industriais.
Rivalidade
O ponto principal da crise está na falta de competitividade com outras fabricantes chinesas no mercado, principalmente na venda de veículos elétricos. A dificuldade está ligada ao fato que o país asiático deixou de ser apenas um consumidor, e se tornou o principal centro de desenvolvimento de equipamentos e tecnologias como baterias e eletrificados.
A Volkswagen tenta reverter a situação com o lançamento de modelos específicos para o mercado chinês. No entanto, a estratégia exige diversos investimentos que não são viáveis no período atual, onde a montadora tenta controlar uma possível crise.
*Estagiária sob supervisão
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

