ReproduçãoCasas Bahia
A Casas Bahia abriu mais dois leilões online de produtos nesta semana, anunciados como “relâmpago”. O primeiro deles terá os lances encerrados na sexta-feira (18), as 10h, pela plataforma Kwara. Já o segundo ocorre no sábado (19), também a partir das 10h, pela Nosso Leilão, com os itens armazenados no centro de distribuição da varejista em Jundiaí (SP), com lotes de eletrodomésticos e eletrônicos, desde fogões, geladeiras e máquinas de lavar a televisores, notebooks e celulares.
O grupo, em recuperação judicial, tem realizado uma série de leilões, anunciando queima dos estoques.
A disputa é exclusivamente pela internet e aberta a pessoas físicas e jurídicas de todo o país. O valor do produto sobe a partir do lance de abertura, à medida que novas ofertas entram.
Como participar
Os consumidores interessados em participar dos leilões precisam se cadastrar nos portais Kwara e Nosso Leilão, aceitar os termos de uso, enviar a documentação exigida e solicitar a habilitação na página do leilão com, no mínimo, uma hora de antecedência em relação ao início da sessão.
Depois de habilitado, o usuário pode ofertar lances manuais ou programar lances automáticos, em que o sistema cobre ofertas de concorrentes até um teto definido por ele.
Ao arrematar o produto, o consumidor paga duas taxas sobre o valor do lance: 5% de comissão do leiloeiro e 15% de despesas administrativas. Num fogão arrematado por R$ 300, por exemplo, isso significa aproximadamente R$ 60 além do lance, sem contar o custo de transporte da retirada.
O pagamento é feito por Pix (via QR Code) e deve ser quitado em até um dia útil após a comunicação de que o lance foi aprovado.
Sem garantia
Ainda segundo informação da Casas Bahia, os bens são vendidos sem garantia de funcionamento e sem direito a troca. Podem ter avarias, faltar peças ou acessórios, e vir em embalagens que não correspondem ao modelo real. Aparelhos podem estar bloqueados (inclusive com senha de iCloud ou trava de IMEI), e a nota fiscal é emitida como venda de sucata, independentemente de o item funcionar ou não.
Por isso, o edital recomenda a quem tiver dúvida que não dê lances.
A retirada é presencial e agendada, com os produtos concentrados em Jundiaí. O comprador arca com transporte e mão de obra, precisa usar veículo apropriado (como HR, Kombi ou VUC) e calçado de segurança, e não pode entrar com bolsas, celulares ou menores de idade. Itens não retirados no prazo são considerados abandonados, sem devolução do valor pago.
Queima de estoques
A varejista apresentou pedido de recuperação judicial em 16 de agosto, à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, para reorganizar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas. O processo abrange dez empresas do grupo e veio acompanhado do fechamento de 298 lojas e a demissão de 1,9 mil funcionários. No caso da demissão em massa, o processo ainda aguarda decisão judicial.
Em nota imprensa, porém, empresa afirmou que os leilões não têm relação com a crise. Segundo a companhia, trata-se de uma prática recorrente, ligada a produtos do Departamento de Assistência Técnica e à logística reversa.
Risco de golpes
O aumento da procura por “leilões da Casas Bahia” após o pedido de recuperação judicial abriu espaço para fraudes e golpes na internet. A orientação dos leiloeiros participantes é garantir que está no domínio oficial da plataforma, ler o edital antes de ofertar e nunca fazer pagamentos a terceiros fora das instruções oficiais.
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

