Redação DWTanto Janja da Silva quanto Michelle Bolsonaro são alvo de violência política de gênero nas redes sociais
Todos os dias, mulheres que participam da vida política no Brasil são insultadas e desqualificadas nas redes sociais. De esquerda, de centro ou de direita, elas são chamadas de burras, loucas, gordas, feias, velhas, manipuladoras ou promíscuas.
Ou, então, a imagem delas é usada para atacar políticos homens – em geral, os seus maridos ou aliados políticos.
É o que acontece, por exemplo, com a primeira-dama, Janja da Silva, na campanha para as eleições de 2026, bem como com a sua antecessora, Michelle Bolsonaro, que agora concorre a uma vaga no Senado.
Ou ainda com a deputada federal e candidata à reeleição Erika Hilton (PSOL-SP), que é pejorativamente chamada de “travesti do Lula” por influenciadores conservadores.
Para especialistas, isso tem nome: violência política de gênero. Ela ocorre quando uma mulher não é criticada pelas suas propostas ou ideologia, mas, sim, vira alvo de comentários depreciativos que raramente são direcionados aos homens.
“Deepnudes”
Essa violência também passa por invadir a vida pessoal das mulheres, inclusive agora com a inteligência artificial (IA). Várias políticas ou candidatas já foram vítimas de “deepnudes”, imagens falsas e manipuladas com conotação sexual.
O objetivo é fingir que elas tiveram fotos ou vídeos íntimos vazados na internet. A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) foi um dos alvos desse crime no ano passado.
De forma geral, os ataques às mulheres servem para deslegitimar a participação feminina na política, prejudicar as campanhas delas ou de outros candidatos e espalhar desinformação.
Neste ano, por exemplo, circulou um vídeo falso que dizia que Janja tinha sido citada no escândalo do Banco Master. A alegação foi desmentida pela Polícia Federal (PF).
ht/cn (ots)
Fonte: ULTIMOSEGUNDO.IG.COM.BR

