Nova medicação contra enxaqueca traz esperança para mulheres

Nova medicação contra enxaqueca traz esperança para mulheres

DivulgaçãoEnxaqueca menstrual: quando a dor de cabeça está relacionada ao ciclo menstrual da mulher

A enxaqueca, muitas vezes tratada apenas como uma simples dor de cabeça, é uma doença neurológica crônica que afeta cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre as mulheres, porém, o impacto costuma ser ainda maior: alterações hormonais tornam as crises mais intensas, frequentes e incapacitantes, afetando desde a rotina profissional até momentos simples do dia a dia.

Em meio ao aumento dos casos e da busca por tratamentos mais eficazes, uma nova medicação aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) surge como alternativa para pacientes que convivem com dores recorrentes.

O Nurtec ODT foi liberado para o tratamento e também para a prevenção das crises, ampliando as possibilidades de controle da doença no Brasil.

O remédio tem como princípio ativo o hemisulfato de rimegepanto sesqui-hidratado, substância que atua bloqueando a ação do CGRP, proteína ligada à transmissão da dor e aos processos inflamatórios desencadeados durante as crises.

Especialista no diagnóstico e tratamento integrado da enxaqueca há mais de duas décadas, a neurologista Thais Villa explica que o medicamento chega como mais uma ferramenta no controle da doença.

Esse medicamento tem um mecanismo de ação muito semelhante aos anti-CGRPs. Ele é um medicamento oral que também bloqueia a ação do CGRP, com a diferença de que ele é um medicamento para tratar as crises” Thais Villa

Segundo a médica, apesar de também poder ser usado na prevenção, ainda será necessário avaliar o custo do tratamento no Brasil e o impacto financeiro para os pacientes.

“Também pode ser utilizado como um tratamento para prevenir as crises, porém, é preciso avaliar o preço, o quanto vai custar no Brasil, porque, como visto, o máximo das cartelas será de 16 comprimidos”, explica.

Ela também chama atenção para o uso excessivo de medicamentos tradicionais para dor, prática comum entre pacientes que convivem com crises frequentes.

“Porém, a depender da questão financeira para o paciente, é melhor utilizar o medicamento do que os analgésicos, anti-inflamatórios ou os remédios chamados triptanos, que claramente não tratam a doença, dão dor rebote e podem cronificar a enxaqueca”, destaca.

Para Thais Villa, o foco principal deve ser o controle da doença a longo prazo, evitando que as crises se tornem cada vez mais  frequentes e incapacitantes.

O investimento do paciente deve ser sempre em tratamentos que controlam a doença, como a toxina botulínica e os anti-CGRPs injetáveis, para que ele não tenha crises e não precise ter mais esse custo, que pode ser elevado, para tratar uma crise, porque aí não é investimento Thais Villa

Além das dores intensas, a enxaqueca pode causar náuseas, sensibilidade à luz, tontura e até afastamento das atividades diárias, afetando diretamente a qualidade de vida de milhares de mulheres brasileiras.

Fonte: DELAS.IG.COM.BR

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