São Paulo mantém vigilância após suspeita de caso de Ebola

São Paulo mantém vigilância após suspeita de caso de Ebola

Pablo Jacob/Governo de SPA análise é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola, registrado neste sábado (30), na capital paulista.

O paciente, um homem de 37 anos que veio recentemente da República Democrática do Congo, apresentou sintomas como febre.

Segundo a coordenadora de saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, Regiane de Paula, o homem está isolado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

“Foram colhidas amostras e enviadas para análise laboratorial no Instituto Adolfo Lutz. O país de origem enfrenta um surto da cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existem vacinas.”

Ela ainda destaca que o risco de introdução da doença no Brasil é muito baixo, já que não há voos diretos da região afetada e a transmissão só ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas que já apresentaram sintomas.

“Mesmo assim, o Estado mantém vigilância máxima e qualquer caso suspeito é notificado imediatamente.”

A análise é realizada pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).   Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença.

A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais.

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica. 

Estado grave

Segundo o Ministério da Saúde, o paciente passou por atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde o caso foi inicialmente tratado como malária.

Ainda de acordo com o órgão, o homem estava em estado grave, apresentando diarreia, desorientação e rápida piora clínica, o que tornou necessária a intubação.

Sintomas

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos.

O período de incubação varia de dois a 21 dias.

A transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

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