Freepik/reproduçãoEntenda por que o melasma pode piorar no inverno
A redução das temperaturas costuma trazer uma sensação de alívio para quem se preocupa com os efeitos do sol sobre a pele.
No entanto, especialistas alertam que a chegada do inverno não representa uma trégua para problemas como o melasma e outras alterações de pigmentação.
Pelo contrário: a diminuição dos cuidados diários nesta época do ano pode favorecer o agravamento dessas condições.
Embora os dias frios sejam frequentemente associados a uma menor exposição solar, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele mesmo quando o céu está encoberto.
De acordo com dermatologistas, esse é um dos principais motivos que levam muitas pessoas a notar o escurecimento de manchas já existentes após os meses de inverno.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), grande parte dos sinais visíveis do envelhecimento cutâneo está relacionada à exposição acumulada ao longo da vida. A entidade destaca que as nuvens não impedem totalmente a passagem da radiação, o que torna a proteção diária indispensável em qualquer estação.
Josy Sasaki, médica dermatologista parceira da PinkMed, explica.
O inverno cria uma falsa sensação de segurança. Muitas pessoas deixam de reaplicar o protetor solar porque acreditam que estão protegidas apenas pelo fato de o dia estar nublado ou mais frio. A radiação continua presente e pode estimular o escurecimento das manchas da mesma forma
Entre as condições que exigem maior atenção está o melasma, caracterizado pelo surgimento de áreas escurecidas, especialmente no rosto. Além da exposição solar, fatores como alterações hormonais e a incidência de luz visível emitida por celulares, computadores e lâmpadas também podem contribuir para o agravamento do quadro.
Outro aspecto comum durante os meses mais frios é o ressecamento da pele. Banhos quentes, baixa umidade do ar e consumo insuficiente de líquidos podem comprometer a barreira natural de proteção do organismo.
Quando isso acontece, processos inflamatórios tendem a se intensificar, aumentando a suscetibilidade ao aparecimento de marcas e alterações na coloração da pele.
Ao mesmo tempo, o inverno é considerado por muitos especialistas um período favorável para a realização de procedimentos dermatológicos.
Tratamentos com o peelings químicos, lasers e técnicas voltadas ao rejuvenescimento costumam ser indicados nessa época devido à menor exposição direta ao sol durante a recuperação.
Apesar disso, os resultados dependem da manutenção dos cuidados cotidianos.
Muitas pessoas acreditam que basta fazer o procedimento e esperar o resultado. Na prática, o sucesso do tratamento depende diretamente da rotina de proteção solar, hidratação e acompanhamento médico adequado Josy Sasaki
Os especialistas também chamam atenção para a disseminação de receitas caseiras e promessas de clareamento sem comprovação científica. Além de não apresentarem resultados garantidos, algumas dessas práticas podem provocar irritações, queimaduras e até piorar o problema.
Diante desse cenário, dermatologistas recomendam que qualquer tratamento seja iniciado com orientação profissional. A avaliação individual permite identificar as causas das manchas e definir estratégias seguras para prevenir o agravamento e alcançar melhores resultados ao longo do tempo.
Fonte: DELAS.IG.COM.BR

