Freepik/divulgaçãoPor que os cães se coçam mais no inverno?
É comum ver um cachorro se coçando de vez em quando. O comportamento faz parte da rotina dos animais e, na maioria das vezes, não representa um problema.
No entanto, quando a coceira se torna frequente, provoca feridas ou altera o comportamento do pet, o sintoma pode indicar uma doença de pele que tende a se agravar durante o inverno.
As temperaturas mais baixas e a redução da umidade do ar favorecem o ressecamento da pele e podem intensificar quadros como a dermatite atópica canina, uma doença inflamatória crônica que compromete o bem-estar dos animais.
Segundo Ana Carolina Both, veterinária e gerente de Serviços Técnicos de Animais de Companhia da Zoetis Brasil, o clima típico da estação contribui para o agravamento do problema em muitos cães.
“No inverno, principalmente em regiões onde o clima costuma ser frio e seco, a dermatite atópica canina pode piorar em alguns cães. O clima seco pode prejudicar a barreira protetora da pele, tornando-a mais suscetível à inflamação. Além disso, durante o inverno, os cães costumam passar mais tempo dentro de casa, aumentando a exposição a alérgenos internos, como ácaros da poeira doméstica, que representam uma causa frequente de dermatite atópica.”
Quando a coceira deixa de ser normal?
Embora seja esperado que o animal se coce ocasionalmente, alguns sinais indicam que o problema merece avaliação profissional:
De acordo com a especialista, a origem da coceira pode ser bastante variada e, por isso, a automedicação não é recomendada.
Imagem gerada por IAPor que os cães se coçam mais no inverno? Entenda
“A coceira persistente nunca deve ser ignorada. Ela pode ter diversas causas, como a presença de parasitas, infecções, alergias alimentares, alergias de contato ou dermatite atópica. Por esse motivo, é importante não tratá-la por conta própria. Somente o médico-veterinário poderá identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado para cada cão.”
O risco do ciclo da coceira
Sem tratamento, o desconforto tende a aumentar. Ao coçar, lamber ou morder a pele repetidamente, o cão provoca pequenas lesões que facilitam o surgimento de inflamações e infecções, tornando o quadro ainda mais intenso.
“É o chamado ciclo da coceira: quanto mais o cão coça, mais a pele fica lesionada e inflamada, gerando ainda mais coceira. Interromper esse ciclo o quanto antes é fundamental para preservar a saúde da pele e devolver qualidade de vida ao animal.”
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Além dos danos à pele, a condição pode afetar o comportamento do pet. Animais com coceira constante costumam dormir menos, brincar com menos frequência e apresentar irritação, enquanto os tutores enfrentam uma rotina de preocupação e tentativas de aliviar o desconforto.
Cuidados ajudam no controle
Embora a dermatite atópica não tenha cura, ela pode ser controlada com acompanhamento veterinário e medidas simples no dia a dia, especialmente durante o inverno.
Entre os principais cuidados estão:
Ana Carolina reforça que o mais importante é não considerar a coceira frequente como algo normal.
“Muitas pessoas acreditam que a coceira faz parte da rotina do cachorro, mas ela não deve ser encarada como algo normal quando é frequente e causa desconforto. Quanto mais cedo o responsável procurar orientação veterinária, mais rápido será possível controlar a doença, interromper o ciclo da coceira e proporcionar mais conforto e qualidade de vida ao cão.”
Fonte: CANALDOPET.IG.COM.BR

