“Distritão” e flexibilização da Ficha Limpa: entenda mudanças que podem mudar cenário eleitoral em Rondônia no ano que vem

 
Ex e atual prefeitos de Vilhena podem se enfrentar nas urnas em 2022
 
Após o fim das coligações partidárias, a Câmara dos Deputados está discutindo uma medida que, se for aprovada até o início do mês de outubro deste ano, estará em vigor no pleito eleitoral de 2022.
 
O chamado “Distritão” é um sistema que dividiria o Estado de Rondônia em vários distritos, definindo a quantidade de deputados estaduais e federais que cada um teria o direito de eleger, conforme suas populações. Somente os nomes mais votados chegariam ao poder.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE calculou que, caso a matéria venha a ser aprovada em tempo hábil para valer no ano que vem, o Cone Sul, que poderia agregar Pimenta Bueno e outras pequenas cidades daquela região, emplacaria três nomes na Assembléia Legislativa e um na Câmara dos deputados.
 
COMO FUNCIONA
Se o Distritão aprovado for o “puro” (o “misto” destinaria metade das vagas da Assembléia e da Câmara pelo novo sistema e o restante pelo antigo), e houver mesmo apenas uma vaga para deputado federal no Cone Sul, os candidatos locais brigariam entre si e o mais votado iria para Brasília.
 
No caso dos estaduais, o cálculo é que os sete municípios que compõem a região elegeriam apenas três (hoje são quatro), garantindo vantagem para os que estão atualmente exercendo mandatos: Luizinho Goebel (PV), Ezequiel Neiva (PTB), Chiquinho da Emater (PSB) e Rosângela Donadon (PDT).
 
A medida tem a vantagem de acabar com os paraquedistas de outros municípios que “pescam” votos na região, mas dificultaria o surgimento de novas lideranças. Dificilmente um iniciante superaria os veteranos nas urnas.
 
ROSANI E JAPONÊS
Embora nenhum deles tenha confirmado a intenção de concorrer a deputado federal no ano que vem, os dois personagens que polarizaram as três últimas disputas municipais em Vilhena podem se enfrentar nas urnas em 2022: Rosani Donadon (PSC), a ex-prefeita, e Eduardo Japonês (PV), o atual, são favoritos para brigar pela única cadeira destinada ao Cone Sul na Câmara.
 
SENADO
Com apenas uma vaga em disputa, a briga pelo Senado permanece inalterada, mesmo que o Distritão seja aprovado. Mas será uma briga de foice, dada a potência eleitoral dos nomes cogitados: Jaqueline Cassol, Expedito Júnior, Léo Moraes, Jaime Bagattoli e Hildon Chaves. Jesualdo Pires, ex-prefeito da segunda cidade de Rondônia, também está no páreo.
 
FICHA LAVADA
Enquanto acompanham a tramitação da alteração da regra eleitoral no Congresso, os candidatos também ficam de olho no STF: em breve, a Corte deve votar para manter ou derrubar uma liminar do ministro Nunes Marques, que abrandou a Lei da Ficha Limpa.
 
O entendimento anterior previa que o prazo de inelegibilidade se iniciaria após o cumprimento da pena. Com a decisão de Nunes Marques, o prazo de oito anos passaria a correr a partir da decisão de um tribunal de segunda instância. Dessa maneira, diminui-se o tempo em que o político fica inelegível.
 
Se o voto do magistrado for acompanhado por outros cinco ministros do Supremo, o ex-deputado federal Natan Donadon e o ex-governador Ivo Cassol estarão liberados para a disputa de 2022.
 
 

Fonte: FOLHADOSULONLINE.COM.BR