Foto: Vítor Silva/BotafogoGangue enquadra Telles. Mas o ídolo se mantém firme
Após foto com o dono do circo e acesso aos corredores do Estádio Nilton Santos, membros de uma facção da torcida do Botafogo apareceram no Espaço Lonier, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para cobrar os jogadores pelo mau momento do time, nesta semana. Antes de tudo, a coluna adota a mesma nomenclatura do “Manual de Redação” do finado jornal Lance! (1997-2020). Uma organização envolvida em episódios criminais, que prega a exaltação da violência em seus cânticos, não pode ser chamada de outra forma. Neste espírito bélico, a gangue organizou um protesto na porta do CT e enquadrou alguns jogadores. Um deles, o lateral-esquerdo Telles.
O capitão, no entanto, não abaixou a cabeça para os brutamontes e os encarou de frente. Sem tergiversar, defendeu o elenco alvinegro e, assertivo, afirmou que jogou no sacrifício. Telles saiu machucado no clássico contra o arquirrival, no último fim de semana, no Maracanã. Se não fosse a segurança reforçada, colocaria ainda mais em risco sua condição clínica ao se expor diante dos trogloditas. Mas o defensor, com sua bravura, fez questão de estar ali para demonstrar o seu tamanho no atual grupo do Mais Tradicional.
Inconvenientes
Telles é um estandarte do botafoguismo. Ao contrário de Freitas e Barboza, o camisa 13 ignorou a crise e optou por ficar no clube alvinegro ao renovar o contrato, o que torna esta “cobrança” bizarra e completamente sem noção durante o protesto infrutífero no Lonier. A propósito, enquanto o defensor era alvo do protesto, o associativo completava o futebol com mais um nome do Boavista, em seu afã de refundar o clube de Bacaxá com a estrutura do Mais Tradicional.
Pantaleão, que não entra em campo há 87.554 dias, também foi questionado, assim como Cabral, este muito hostilizado pelos ferinos. Imagina que você está em seu ambiente de trabalho, em regime de concentração para a próxima rodada, quando é interrompido por um monte de seres primitivos te xingando. Inadmissível! A má fase da equipe não justifica este comportamento. Além disso, o centroavante jogou bem contra o inominável.
Pois é… Só assim para defender este plantel.
O estádio é o local ideal para os protestos, principalmente depois dos prélios. Aliás, urge, neste momento, uma manifestação espontânea de torcedores independentes, sem amarras políticas e distantes das organizadas. O chamado “povão”. Canalizar esta força para defender o Botafogo de Futebol e Regatas de aventureiros e aproveitadores é um dos grandes desafios desta geração.
*Esta coluna não reflete, necessariamente, a opinião do Jogada10.
Fonte: ESPORTE.IG.COM.BR

