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O tradicional prato feito (PF), conhecido por ser uma das opções mais econômicas para quem almoça fora de casa, está pesando cada vez mais no bolso dos brasileiros. Levantamento da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) aponta que o preço médio da refeição chegou a R$ 31,90 em junho, acumulando alta de 7,2% desde o início do ano.
Os dados fazem parte do Índice Prato Feito (IPF), estudo que acompanha a evolução do custo da alimentação fora do lar com base em uma refeição composta por arroz, feijão, proteína e salada.
Na prática, quem almoça fora durante os cerca de 20 dias úteis do mês gasta, em média, R$ 638 apenas com o almoço. O valor não inclui café da manhã, lanches ou jantar e representa um valor significativo no orçamento de muitos trabalhadores.
Quanto custa almoçar fora?
Confira os principais números do levantamento:
Em janeiro, o prato feito custava, em média, R$ 29,77. Em março, o valor passou para R$ 30,27 e, em junho, chegou aos atuais R$ 31,90. Na prática, o custo da refeição aumentou mais de R$ 2 em menos de seis meses.
Inflação dos alimentos perde força, mas o almoço continua caro
Apesar da desaceleração do IPCA, comer fora de casa ainda ficou mais caro no mês passado.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo Alimentação e Bebidas registrou uma queda de 0,24% no mês, contribuindo para reduzir o ritmo da inflação oficial do país. Mesmo assim, a alimentação fora continuou registrando alta, embora em um ritmo menor do que o observado em maio.
Isso acontece porque o valor do prato feito não depende apenas dos alimentos servidos. Além de arroz, feijão, carne e salada, entram na conta despesas como aluguel, energia elétrica, água, gás, transporte, tributos, salários dos funcionários e outros custos operacionais dos restaurantes.
Por isso, segundo a FAC-SP, o reajuste do prato feito nem sempre significa aumento no lucro dos estabelecimentos. Em muitos casos, representa apenas o repasse de parte dos custos enfrentados pelos empresários.
Onde o PF está mais caro?
O levantamento também mostra que o preço do almoço varia bastante entre as regiões do país.
O Sul lidera o ranking, com o maior valor médio, de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, onde o prato feito custa R $ 34,45.
Confira a média por região:
Na comparação entre o Sul e o Norte, a diferença chega a aproximadamente 16%, mostrando que o mesmo almoço pode pesar ainda mais no bolso dependendo da região onde o consumidor mora.
O preço pode subir nos próximos meses?
Mesmo com o alívio na inflação dos alimentos registrado em junho, o preço das refeições ainda pode sofrer novos reajustes.
Um dos fatores acompanhados é o possível fortalecimento do fenômeno El Niño, que pode afetar a produção agrícola e reduzir a oferta de alguns alimentos.
Entre os produtos que podem registrar alta estão batata, cebola, tomate, cenoura, maçã, uva e milho. Como o milho é um dos principais componentes da ração utilizada na criação de animais, uma eventual alta no preço do grão também pode encarecer a produção de carnes e refletir no valor das refeições.
Se o prato feito já não cabe no orçamento todos os dias, muitos têm recorrido a alternativas para economizar, como marmitas feitas em casa, optar por lanches em alguns dias da semana ou buscar restaurantes com refeições mais acessíveis. Enquanto os custos seguem aumentado, essas escolhas podem fazer diferença no bolso no fim do mês.
*Estagiária sob supervisão
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

