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56 anos de história da Bienal do Livro de São Paulo

56 anos de história da Bienal do Livro de São Paulo

Reprodução/Instagram @bienaldolivrospBienal Internacional do Livro traz números números encorajadores

Há algo quase simbólico em caminhar pelos corredores de uma Bienal do Livro em pleno ano de 2026. Do lado de fora, um mundo cada vez mais acelerado, digital, conectado e dominado por vídeos curtos, inteligência artificial e redes sociais. Dentro do Pavilhão de Exposições do Anhembi, milhares de pessoas procurando exatamente aquilo que exige exatamente o contrário, tempo para ler um livro.

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece até hoje, no Distrito Anhembi, e é a maior edição de toda a história. O tema dessa edição é “um festival de emoções”, promovidas por  269 expositores, 350 autores nacionais e internacionais, 11 espaços culturais, 3.450 horas de programação e uma expectativa de mais de 700 mil visitantes, em uma área de 86 mil metros quadrados. O investimento anunciado é de R$ 36,5 milhões. 

A programação inclui literatura, educação, cultura, inovação, diversidade, saúde e formação de leitores. O país convidado é a Espanha. que ocupa um espaço exclusivo de 500 m² (estande E-40, entre as ruas E e F) celebra a história, a fotografia, a música e grandes autores. O convite busca estreitar os laços culturais e o intercâmbio editorial entre o Brasil e a Espanha.

Mas, a história da Bienal de São Paulo começou antes mesmo da primeira edição oficial. Em 1951, a Câmara Brasileira do Livro realizou a Feira Popular do Livro, na Praça da República. Cinco anos depois, a iniciativa foi levada para o Viaduto do Chá. Em 1961, surgiu a primeira Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas, em parceria com o então Museu de Arte de São Paulo. O evento foi realizado novamente em 1963 e 1965.

A primeira Bienal Internacional do Livro de São Paulo, propriamente dita, aconteceu em 1970, no Pavilhão do Ibirapuera. Desde então, o evento cresceu, mudou de endereço algumas vezes e se transformou em um dos principais encontros literários da América Latina.

E talvez seja justamente a emoção que está no tema dessa edição que ajude a explicar por que o livro continua resistindo. Ao longo dessa história, a própria Bienal acompanhou as transformações provocadas pela tecnologia. Os jovens continuam lendo, só que encontraram novas portas de entrada. Quem circulou pela Bienal encontrou crianças, adolescentes e jovens adultos procurando autores, formando filas, participando de contros e comprando livros. Eles podem chegar ao livro por um vídeo de 30 segundos, mas permanecem nele por 300 páginas.

Mas existe uma dimensão da leitura que, para mim, merece ainda mais atenção,  ela colabora para saúde mental, afinal, a leitura oferece algo que está ficando cada vez mais raro que ter a atenção sustentada em uma única experiência. Quando lemos uma história, precisamos acompanhar personagens, lembrar acontecimentos, interpretar emoções, imaginar cenários e esperar para descobrir o que acontecerá. É quase o oposto da lógica do feed, pois nos livros, precisamos permanecer.

Fotografia: Ana MedeirosLançamento do livro infantil AMIGA CORAGEM, de minha autoria, dia 10 de setembro na Bienal


No dia 10 de setembro estive na Bienal do Livro de São Paulo. Desta vez,  para lançar Amiga Coragem, meu livro infantil. Cheguei  cedo, logo depois da abertura, às 9h, e já havia filas de estudantes uniformizados, professores atentos, autores cheios de expectativas, pessoas interessadas em cultura. Foi um momento incrível.

Fiquei a manhã toda no stand da editora que publicou o segundo livro de minha autoria e quando saí, todos os espaços já estavam sendo disputados. O livro continua sendo um meio de sonhar, de revisitar o que nunca vivemos, de conhecer e desbravar o novo. 

Foi um dia inesquecível me encontrar com futuros leitores infantis, professores e curiosos que queriam entender como consegui transformar um tema tão impalpável como a coragem em uma história escrita de forma lúdica, compreensível e próxima do universo das crianças.

Estar ali, diante de leitores tão pequenos e, ao mesmo tempo, tão atentos, foi especialmente emocionante, porque falar de coragem com uma criança é também falar sobre medo, insegurança, escolhas, amizade, diferenças e sobre a descoberta de que ela pode confiar em si mesma.

Amiga Coragem nasceu justamente do desejo de apresentar a coragem às crianças não como a ausência do medo, mas como algo que está dentro de cada uma delas, bastando para isso ativá-la, porque como sempre explico, todos nascem corajosos, mas nós precisamos experimentar e potencializar essa virtude desde cedo. 

Fonte: SAUDE.IG.COM.BR

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