Reprodução/YoutubeDra. Juliana Vieira Honorato no programa “Inteligência Orgânica”
Ginecologista e sexóloga, a Dra. Juliana Vieira Honorato se define como 60% otimista e 40% pessimista quanto ao futuro tecnológico. Superando um ranço inicial com a Inteligência Artificial, ela passou a utilizá-la para otimizar o design visual de suas aulas na pós-graduação, liberando tempo precioso para se dedicar estritamente à pesquisa e ao estudo aprofundado. No entanto, a médica faz um paralelo contundente ao classificar o smartphone como um “cigarro piorado”: ao contrário do tabaco, que possuía momentos e gatilhos específicos de consumo, o celular é um vício pervasivo levado para a fila do mercado e até para o banheiro, sabotando o ócio criativo e gerando uma letargia cognitiva coletiva na sociedade.
Atendendo no Itaim Bibi, Juliana alerta para os impactos profundos do acesso precoce e sem filtros à pornografia no desenvolvimento neurológico dos adolescentes, o que normaliza dinâmicas masculinas de domínio e gera severas disfunções de performance. Ela aponta que um terço do aprendizado sobre saúde e sexualidade dos jovens hoje vem do meio digital, um ecossistema que tanto pode impulsionar bolhas masculinistas extremistas quanto oferecer um senso vital de pertencimento para minorias. Desconstruindo mitos, a médica afirma que a ideia de que as mulheres são “multitarefas” e a própria baixa libido feminina são frutos de um severo condicionamento sociocultural e de uma gritante sobrecarga doméstica, e não características biológicas isoladas. Como manifesto de letramento, ela deixa a recomendação definitiva: “Leia Mulheres, Siga Mulheres”.
Quer compreender as nuances da saúde mental e da sexualidade na era dos excessos? Assista ao vídeo completo no YouTube.
Fonte: TECNOLOGIA.IG.COM.BR

