ReproduçãoNavio de guerra e 2,5 mil fuzileiros dos EUA vão ao Oriente Médio
Cerca de 600 embarcações aguardam no Golfo Pérsico a reabertura do Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo para o transporte global de petróleo. A expectativa ganhou força após Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de paz no domingo (14).
De acordo com a imprensa internacional, centenas de outros navios também esperam autorização para cruzar a passagem, que permanece com circulação restrita enquanto os termos do acordo são finalizados.
Acordo prevê reabertura da rota
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o entendimento prevê a reabertura do estreito e o fim do bloqueio naval norte-americano na região. O acordo deve entrar em vigor após a assinatura oficial, prevista para a próxima sexta-feira (19).
Segundo Trump, o tráfego marítimo será restabelecido assim que o compromisso passar a valer. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as retomadas das operações.
Retomada pode aliviar preços do petróleo
A normalização da rota poderá facilitar o transporte de milhões de barris de petróleo por dia, contribuindo para reduzir os preços da commodity no mercado internacional. No entanto, o grande número de embarcações acumuladas na região pode tornar o processo de retomada mais lento nos primeiros dias.
Os reflexos do anúncio já começaram a aparecer nos mercados. Hoje (15), o petróleo segue em queda e é negociado abaixo de US$ 100 por barril ( cerca de R$ 504,83). O Brent, referência internacional, era cotado em torno de US$ 83 por barril (aproximadamente R$ 419,00) durante a manhã, cerca de US$ 1 (R$ 5,50) abaixo do valor registrado no domingo.
No mercado de combustíveis, os efeitos também começam a ser observados. Nesta semana, o preço do diesel recuou cerca de três centavos em comparação com a semana anterio r, enquanto a gasolina registrou alta de meio centavo.
A expectativa é que a reabertura gradual do Estreito de Ormuz contribua para estabilizar o abastecimento global de petróleo e reduza as pressões sobre os preços da energia nos próximos meses. E apesar da reação positiva dos mercados, investidores devem seguir atentos aos próximos passos das negociações entre Estados Unidos e Irã.
*Estagiária sob supervisão
Fonte: ECONOMIA.IG.COM.BR

